quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

3 r's!



enquanto não voltamos em cheio, fica aqui uma músiquinha para vos inspirar todos a utilizar os 3'rs!
esperamos voltar muito em breve.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Petróleo do Golfo do México entrou na cadeia alimentar.

"Investigadores vão estudar riscos para a saúde humana - 2010-11-09

O petróleo vertido no Golfo do México, naquele que foi o pior derrame acidental da história, entrou rapidamente na cadeia alimentar, revela uma investigação realizada pelo Dauphin Island Sea Lab (DISL) de Alabama (EUA).
O estudo, publicado na Environmental Research Letters, permitiu comprovar a presença anormal de isótopos de carbono 12 - habituais no crude – nos microorganismos que servem de alimento a crustáceos, medusas, peixes e baleias.
“Demonstrámos, com muito pouca margem para dúvida, que o petróleo consumido pelas bactérias marinhas alcançou o zooplâncton que forma a base da cadeia alimentar”, afirmou Monty Graham, coordenador do estudo, acrescentando que isto explica, em parte, a rápida decomposição de 75 por cento dos 800 milhões de litros derramados pelo poço acidentado da BP.
"Uma grande proporção do petróleo deve ter sido consumida pelos microorganismos que, ao mesmo tempo, servem de alimento para organismos maiores”, acrescentou.
Monty Graham, do Dauphin Island Sea LabAtravés de redes especiais, os investigadores do DISL recolheram e analisaram grandes amostras de plâncton em águas superficiais e intermédias da costa do Alabama, entre Junho e Agosto. Nos testes de laboratório detectou-se a presença de uma forma de carbono mais ligeira e normalmente associada ao petróleo.
Desta forma, os cientistas concluíram que o crude ingerido pelas bactérias passou para a cadeia alimentar de organismos maiores e que está presente no zooplâncton que alimenta grande parte da fauna marinha.
Outra equipa de investigadores está agora a examinar as amostras recolhidas para realizar um estudo sobre a toxidade do zooplâncton e do seu possível impacto na segurança do consumo humano de peixes, mariscos e moluscos do Golfo do México."

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Permacultura e o Tractor de Galinhas (oficina) ~ 28NOV

tractor-de-galinhas.gif

«PERMACULTURA significa “cultura permanente” e trata de planear habitats humanos sustentáveis. É uma filosofia e uma abordagem prática ao uso do solo que imita a Natureza e interliga clima, plantas, animais, solos, gestão da água e necessidades humanas, criando comunidades produtivas e eficientes.

Ricardo Marques, formado em Engenharia do Ambiente e Permacultura, irá conduzir, no Domingo 28 de Novembro às 14h30, a oficina TRACTOR DE GALINHAS. Uma sessão que é apenas um aperitivo do que é a permacultura e que pretende interessar os vários participantes para esta abordagem explicando os princípios básicos sobre os quais ela se baseia e aplicando esses mesmos princípios através da construção de um tractor de galinhas. A oficina terá uma duração de cerca de 4 horas, o curso certificado de planeamento em permacultura tem 72 horas.

O tractor de galinhas consiste num galinheiro… com rodas! E sem fundo. Ou seja, conseguimos movimentar facilmente as galinhas para onde queremos. Assim, pousamos o tractor durante um tempo, as galinhas preparam o solo, retiramos o tractor e o local está pronto para plantar ou semear. O tractor de galinhas é um elemento clássico da Permacultura pois interliga muitos dos seus princípios.

Porque há muito para aprender e fazer em tão pouco tempo a sessão começará pontualmente às 14h30 pedindo-se aos participantes que não se atrasem.
A oficina está planeada para o exterior, numa quinta. No entanto, há condições para realizá-la no interior caso esteja a chover.


Preços:
Sócios: 10€
Não sócios: 15€
incluí lanche, brochura, pin e planos pormenorizados para construção de um tractor de galinhas

Envie a ficha que segue em anexo acompanhada com o comprovativo de pagamento para porto@quercus.pt.

logo_quercus25q    logo_quercus25q
--------------------------------------
Quercus - Núcleo Regional do Porto
R. João Maia, 540
4475-643 Avioso (Sta. Maria) Maia
Tel: 222 011 065 - Tlm: 931 620 212

P Apoie a luta por um ambiente melhor. Faça-se sócio.»

p.s: se alguém estiver interessado em participar, por favor contacte-me e fornecerei a ficha de inscrição. obrigado (: 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Atum fortemente atingido pelo derrame do Golfo - Satélites avaliam impactos de maré negra em habitats.

«O derrame de petróleo no Golfo do México não podia ter ocorrido em pior altura para o atum-rabilho: tinham chegado à região para a desova. Os satélites estão agora a ajudar a avaliar os danos do desastre neste habitat.

Um dos maiores peixes, capaz de atingir o tamanho de um Volkswagen Beetle, vem para o Atlântico, todos os anos, de Janeiro a Junho. O pico da época de reprodução no Golfo é Abril e Maio – precisamente quando dez milhões de litros de petróleo por dia estavam a ser derramados nos mares, na sequência da explosão da torre petrolífera Deepwater Horizon, a 20 de Abril.

O atum, de grande valor comercial, reproduz-se em águas superficiais, com as fêmeas a libertarem os ovos e os machos a segui-los para os fertilizarem. A presença de petróleo na superfície pode danificar os ovos, as larvas e até os adultos. Com os ‘stocks’, no Atlântico ocidental, a decrescer a uma taxa de 82 por cento nos últimos 30 anos é imperativo que a espécie possa reproduzir-se sem interferências.
Num esforço de salvaguardar as zonas de desova, a Ocean Foundation – uma organização sem fins lucrativos envolvida na protecção dos oceanos e das suas espécies – precisou de saber quais os habitats da região nordeste que tinham sido mais afectados. Dados de radar do satélite da Agência Espacial Europeia (ESA), Envisat e outros europeus e internacionais foram usados para produzir mapas semanais com a localização, forma e tamanho da mancha de petróleo.
Para simular os habitats de desova e desenvolvimento da larva, os cientistas usaram atuns marcados electronicamente e um modelo oceânico baseado em temperaturas medidas, alturas da superfície do mar medidas com altímetros no radar do Envisat e do satélite Jason, da NASA, e ainda informação sobre a cor da água obtida a partir do MERIS, no Envisat, e do MODIS, no Aqua da NASA. A cor da água pode dar uma indicação acerca da presença de plâncton para o atum se alimentar.

Análise e consequências

Sobrepondo os mapas foi possível ver onde e com que frequência o derrame e os habitats se sobrepuseram entre 20 de Abril e 29 de Agosto. Logo a seguir à fecundação, a larva começa a procurar comida, junto à superfície. Isto significa que a presença de petróleo aí é potencialmente fatal para organismos tão pequenos.
Uma vez que a área do derrame e os habitats preferenciais para a desova coincidiram no final da época reprodutiva, os investigadores contabilizaram os efeitos, concluindo que o desastre foi responsável por uma diminuição de 20 por cento no número de novos atuns.
Pelas observações de satélite, conclui-se que os locais de reprodução no oeste não foram, aparentemente, afectados pela poluição. “Esta análise vai ajudar-nos a aumentar o nível de conhecimento do impacto destes eventos, guiando-nos no desenvolvimento e recomendação de políticas”, disse David Guggenheim, da Ocean Foundation.
Acrescentou: “Além disso, esta análise e a sua abordagem representam uma ferramenta de nova geração que pode ajudar os investigadores e decisores no caso de enfrentarmos um desastre semelhante no futuro”.

Quando o poço Deepwater Horizon foi finalmente selado a 15 de Julho, tinham sido derramados 750 milhões de litros de crude. Alguns dias após a explosão, os satélites começaram a monitorizar a situação e a fornecer dados quase em tempo real às autoridades americanas envolvidas nos esforços de limpeza. Mapas baseados em dados da ESA também documentam os efeitos de derrame nos habitats costeiros e nos locais de reprodução das tartarugas.


A protecção dos habitats naturais está esta semana em destaque na COP 10 – Convenção para a Diversidade Biológica das Nações Unidas – que está a decorrer em Nagoya, no Japão.»

- retirado de: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=45708&op=all

sábado, 16 de outubro de 2010

Idea para reciclar tampas de garrafa. :)

Corte logo abaixo do gargalo usando uma tesoura.

 
Passe o saco plástico por dentro do gargalo cortado.
 

Depois basta fechar com a tampa. E pode usar nas embalagens de mantimentos, pães etc.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

no livro "impacto zero".

Ensinamento sábio:
Um homem não deve passar pedras das suas terras para a via pública.
Certo homem estava a passar pedras das suas terras para a via pública quando um religioso o avistou nessa actividade e lhe disse:
- Ignorante, porque passas pedras de um terreno que não te pertence para um que te pertence?
O homem escarneceu dele.
Alguns dias mais tarde, esse homem teve de vender o terreno, e quando ia a passar na via pública tropeçou nas pedras.
Foi então que disse:
- O religioso é que estava certo ao perguntar-me: «Porque passas pedras de um terreno que não te pertence para um que te pertence?».
- Talmud Bavli, Masekket Bava Kama 50b

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Só energia

Há dias tive a oportunidade de ver pela primeira vez o novo programa da RTP2 "Só Energia", onde apresentaram alguns sites da web bastante interessantes, na minha opinião.

O primeiro é "A Casa da Vizinha não é tão verde quanto a minha" que se trata de um projecto da secção regional do sul da Ordem dos Arquitectos que pretende melhorar os serviços prestados pelos arquitectos, integrando o conceito de sustentabilidade, aumentar e facilitar as comunicações entre os arquitectos e ao mesmo tempo tem permitido uma economia de recursos da secção regional e a divulgação de boas práticas de sustentabilidade na arquitectura.

Aqui poderão encontrar alguns dos projectos elaborados pelos arquitectos, nomeadamente um Protótipo de uma moradia ecológica,  o projecto Orto Culturas, um Condomínio Eco-eficiente, uma Casa Auto-suficiente, e muitos mais..

A outra sugestão do programa foi o site da ADENE (agência para a energia), nomeadamente o simulador de eficiência energética em edifícios casA+.
Neste simulador, através da introdução de alguns parâmetros como a localização da vossa casa, tamanho, número de divisões, equipamentos de aquecimento e arrefecimento, ... é possível obter uma classificação da eficiência energética da vossa casa. Os resultados apresentam também a diferença de eficiência (em percentagem) entre a vossa casa e a que é necessária para a aprovação da construção dos novos edifícios em termos de aquecimento, arrefecimento e CO2.
Mas tal como eles próprios realçam, é de ter em atenção que "os resultados apresentados têm carácter meramente indicativo, baseada em diversas aproximações técnicas."

No meu caso, obtive uma classificação de C, o que até considerei como um bom resultado, tendo em conta o facto de a minha casa ter sido construída em 1983. Certamente o que contribuiu para essa boa classificação foi o facto de ter colocado vidros duplos e ter microprodução fotovoltaica (logo colectores solares para AQS, Águas Quentes Sanitárias), sendo o aquecimento o factor que não permitiu uma melhor classificação.

Por fim, é um site que apareceu no final do programa, por ser um dos colaboradores do programa, que é TVenergia, que eu desconhecia e que pretende promover a utilização sustentável da energia em Portugal.
Nesse canal poderão ver várias vídeos com a temática da energia, nomeadamente ver ou rever os programas "Só Energia" transmitidos na RTP2, aceder a notícias e também ao blog.

Espero que gostem das sugestões. ;)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Global croco-war.

Quando se fala em predadores, a nossa mente, capta logo imagens de grandes tubarões, da baleia assassina, dos crocodilos, e de todos os ataques mundialmente conhecidos – e assustadores – que lhes são característicos. Estes animais, para além de fazerem praticamente todo o mundo tremer de medo só com a ideia de um confronto inesperado, são também criaturas perfeitas. Com sistemas de defesa e mesmo de sobrevivência extraordinários, capazes de fazer inveja a qualquer ser humano. Hoje, irei centrar-me nos crocodilos – isto é, aligátores, caimãos, gaviais e crocodilos propriamente ditos.
Ao analisar um crocodilo morfologicamente é complicado de perceber qual o verdadeiro descendente desta espécie. Apareceram na Terra há 200 milhões de anos, aproximadamente, o que significa que sobreviveram á época da extinção dos dinossauros. O que nos leva a crer que o seu poder de sobrevivência é gigantesco. Não nos enganamos. Este animal, tem o coração não dividido em duas cavidades como seria de esperar, mas sim, em quatro, assemelhando-se aos mamíferos, o que, por sua vez, permite que este seja tão rápido na caçada e direccione mais rapidamente o sangue com oxigénio para a cauda e as mandíbulas. Na verdade, uma presa aquando atingida pela mordidela de um crocodilo é sujeita a uma pressão de várias toneladas por centímetro quadrado. Para uma melhor caça possui também uns enormes pulmões que lhe permitem flutuar durante mais tempo e mais facilmente, e o seu fígado é capaz de se movimentar ao longo do seu corpo o que, faz com que a sua cabeça flutue, mas a cauda se estabeleça dentro de água. Assim, estando mais escondido das presas.
O crocodilo é um animal marioritáriamente aquático - como se sabe. É raro atrever-se a caçar fora de água, mas quando o faz, é capaz de atingir velocidades de corrida mesmo assim espantosas. Porém, é em meio aquático que desenvolve as corridas de maior velocidade, com a sua pele de textura idêntica a uma bola de golfe, que acaba por diminuir o atrito e o tornar mais aerodinâmico – e assim mais rápido. Possui ainda, outra característica própria. Quando este caça em meio aquático, ao abrir a sua boca, para agarrar a presa, umas vesículas especiais – situadas na entrada da garganta – fecham-se, de modo a que este não morra afogado com a quantidade de agua que possa vir a entrar.
Outra coisa de espantar nos crocodilos – tão conhecidos pela sua caça grandiosa – é que estes só se alimentam uma ou duas vezes por mês. E, sendo animais de sangue frio, conseguem sobreviver um ano sem qualquer tipo de alimento. Ao longo dos anos, os crocodilos desenvolveram também um sistema anti-corpos excelente, bastante superior ao dos humanos. (Sendo o aligator a espécie de crocodilo, com maior capacidade de defesa imunitária).
Desde o momento que nascem, depois da progenitora os abandonar na água, os crocodilos são uma espécie de sobreviventes. Embora poucos sobrevivam, nos primeiros dias na água sozinhos ao longo do tempo, tornam-se animais bem dotados para todas as adversidades da Natureza. Perfeitamente capazes de sobreviver ao meio Natural. Porém, os cientistas prevêem um outro adversário para o crocodilo. O aquecimento global. Prevê-se que o único ponto fraco dos crocodilos seja este, e o único que realmente o pode levar á extinção. E porquê? Porque, segundo pesquisas, com o aumento da temperatura, haverá tendência para nascerem mais fêmeas do que machos o que, sem dúvida alguma, limita o desenvolvimento da espécie e acaba por extingui-lo. Assim, na mais pessimista das perspectivas, quiçá daqui a uns anos, a recordação do temível crocodilo dos pântanos, ou mesmo o crocodilo do capitão gancho não será mesmo só isso; recordações. Isto porque, o aquecimento global os derrotou.

sábado, 10 de julho de 2010

The Story Of Stuff. (legendado em português)


vale a pena ver.

Torneira economizaodra (inovação Portuguesa)

Encontrei hoje mais uma eco-new sobre um Investigador da Universidade de Aveiro, Vítor Costa, que inventou um método de reutilizar a água que é desperdiçada enquanto as pessoas esperam para que chegue a água quente.

“ "Em média, são três litros de água potável que correm directamente para o esgoto, por cada utilização”, estima Vítor Costa, que desde 2007 tem vindo a trabalhar neste projecto que permite que a torneira só forneça água quando já está quente, de acordo com a temperatura desejada.
“A água fria, que se encontra na tubagem, entre a caldeira/esquentador e a torneira, é guardada num reservatório e entra novamente na rede, o que pode representar uma economia de centenas de litros de água no final do mês
”, adiantou o docente da UA.
O sistema pode também ser usado em instalações antigas sem a necessidade de fazer grandes obras de construção.
“Pode usar-se com uma torneira usual, mas é preciso acrescentar um componente hidráulico e um reservatório que vai acumular a água”, explicou.
Também em relação ao seu custo, o docente da UA refere que será mais caro que o sistema actual (como seria de esperar), mas que compensará com a poupança de água:
"De acordo com o investigador, a perspectiva de comercialização e conquista de mercado por um produto deste género é “muito grande” e, embora o sistema seja “mais caro” do que uma torneira convencional, a diferença de preços irá compensar a médio/longo prazo, em termos da poupança da água.
O investigador sublinha ainda que a escolha deste produto pode ser importante para obter uma boa classificação energética dos edifícios, acrescentando que o sistema não usa qualquer fonte adicional de energia."
De acordo com dados da Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais (ANQIP), o desperdício doméstico de água em Portugal atinge anualmente três mil milhões de metros cúbicos, o equivalente a 750 milhões de euros. Estes valores poderão agora ser reduzidos com a implementação deste novo sistema, cujo início de comercialização se prevê ainda para este ano.
Actualmente, sem dúvida que essa água desperdiçada já podia ser reutilizada sem ser necessária a compra deste sistema, bastava deitar essa água para um reservatório (alguidares, baldes, ...) enquanto se esperava pela água quente. No entanto, o que se sabe é que a maioria das pessoas prefere não estar com esse tipo de "trabalhos" e assim com este inovador método, muito mais cómodo, haverá muitas mais pessoas a reutilizar essa água.

Ver a notícia completa aqui.