quinta-feira, 5 de abril de 2012

Ideias verdinhas #2

Reutilizar embalagens.
Uma das coisas que mais se gasta cá em casa são embalagens: de iogurtes, de manteiga, garrafas de água, etc. Para travar essa realidade, para além de andar a tentar encontrar uns iogurtes de soja biológicos nacionais que venham em vidro (junção perfeita e praticamente impossível!), resolvi começar a guardar as embalagens. A da manteiga que acabou, agora está a servir de suporte ao esfregão de lavar a loiça, alguns recipientes encontram-se guardados à espera que arranje bolbos para semear, e alguns já estão com plantas. Não é nada complicado, e no fim, a casa fica muito mais com vida e ecologicamente bonita.

Aproveitar espaços públicos para estudar.
Eu sou o género de pessoa que é muito esquisita para estudar. Não consigo estudar com frio, nem com pouca luz, nem num espaço que tenha comida à volta. Normalmente estudo no meu quarto, mas como ele é frio até dizer chega e tem pouca luz, lá tenho eu que gastar electricidade em aquecedor e iluminação! A solução mais óbvia que arranjei, foi começar a ir para a biblioteca municipal de Vila Real. Para além de ser muito iluminada, e quentinha, parece que me sinto invadida por todos aqueles livros e o estudo até rende bem. Tirando aos domingos, que está fechada, é uma óptima alternativa para o estudo! :)

Colocar folhas de louro no armário das roupas.
Não sei se já mencionei por aqui, que sou muito sensível em relação a cheiros. Não gosto de cheiros muito intensos nem artificiais, mas também não gosto de coisas que não tenham um cheirinho a alguma coisa. Desde que vim para a nova casinha, a questão do cheiro das roupas tem-me irritado bastante, porque ainda não tinha encontrado nenhuma solução (visto que não tenho nenhuma erva para estes lados, nem encontro à venda nada biológico no que diz respeito a isso). Eu não queria só uma coisa que desse cheirinho, queria algo que protegesse a minha roupa das traças. Eis que, enquanto estava a ler o blogue "365 coisas que posso fazer para diminuir a minha pegada ecológica" descobri este artigo, que em deu a ideia de começar a usar louro no meu armário da roupa. E assim o é, juntei com folhas de hortelã para dar cheirinho, e até agora nada contra. 

Começar a usar um esfoliante natural.
Esta medida teve o duplo efeito em mim. Primeiro porque não sou pessoa de perder muito tempo a tratar de mim, embora faça mal, a verdade é que não costumo ter muita paciência nem disposição para tal. Uma das promessas que fiz neste ano de 2012, era que isso ia mudar, esta é então a primeira solução: azeite e sal. Coloquei numa garrafa de plástico cortada a meio, e agora antes do banho tenho esse ritual. Uma vez por semana - no mínimo - tenho que fazer esfoliação. É natural e barato, não há motivo para não o fazer. As pernas ficam tão macias que nem é preciso creme e depois é claro que uma pessoa se sente mais bonita e sorri mais. Portanto meninas, toca a experimentar! :)

Participar em acções de voluntariado.
Acima de tudo, as pessoas têm que sair, têm que dar a cara e assumir aquilo que defendem. Este sábado acabei por estrear esta medida com esta actividade. Sem arrependimentos e com muita vontade de voltar a ter outra oportunidade!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ideias verdinhas #1

 Usar um garrafão de água para armazenar a água do banho, enquanto espero que fique quente.
Uma das primeiras medidas que achei por bem adoptar, foi a reutilização da água do banho. Na minha casa de Vila Real a água quente demora imenso tempo a chegar, e como por essas bandas é praticamente impossível tomar banho de água fria - porque nos gela a cabeça - armazeno toda a água gélida que anteriormente ia pelo cano a baixo num garrafão de cinco litros. Para meu espanto, num só banho enquanto estava à espera que a água aquecesse já armazenei a capacidade de um garrafão inteiro. Mas o que acontece a essa água? Podem-me perguntar, ou a uso para lavar as mãos, ou para lavar a roupa suja, ou então para chá e comida. Existem várias utilidade, é mais económico, ecológico e para além do mais começasse a ter uma maior sensibilidade perante o gasto da água.

Começar a levar comida feita em casa para a Universidade.
Uma das coisas que me aconteceu quando fui para a UTAD, uma vez que sou vegetariana (e a comida vegetariana da cantina é péssima e muitas das vezes inexistente) foi ficar com inícios de anemia - algo que nunca me aconteceu durante os três anos de vegetarianismo. Para além de pagar por algo que não me nutre, nem sequer faz bem à minha saúde (muitas das vezes são fritos e legumes poucos ricos em vitaminas essenciais) eu e as minhas meninas decidimos começar a levar comida para a hora de almoço, algo que acaba por ser muito mais ecológico e económico, porque basta fazer comida a mais (aproveitando o gás que se está a usar) para levar no dia seguinte. A primeira refeição foram lentilhas estufadas com batatas com oregãos, diga-mos que estava uma delicia e me soube pela vida :)

Tirar a bateria do portátil quando está ligado à corrente.
Estava na biblioteca com uma amiga, quando ela liga o computador dela à corrente e lhe tira a bateria. Perguntei-lhe porque é que ela fazia isso, ao qual ela me explica, que uma  vez que a bateria está cheia se o computador estiver ligado à corrente com ela, a bateria acaba por se viciar. E este é um dos principais motivos pelos quais os portáteis têm tão pouco tempo de vida, e se está sempre a comprar novos - e a aumentar o lixo electrónico. Portanto a partir de hoje, sempre que o portátil está ligado à corrente com a bateria cheia, o que tenho a fazer é retirar-lhe a bateria! Fácil e eficaz :)
Só não convém aplicar esta ideia quando o S. Pedro estiver muito zangado, pois em dias de tempestades pode faltar a luz e sem a bateria, perdem tudo aquilo que não gravaram.

sábado, 10 de março de 2012

SeivaCorgo - Projecto SALVEMOS O SAPO.

"É um ritual de sobrevivência com milhões de anos aquele que, nesta altura, leva os anfíbios a sair da hibernação e a procurar zonas de água para reprodução. No Alvão, há uma estrada no seu caminho. Dezenas de voluntários vão torná-la menos ameaçadora." ler mais aqui.


       E assim foi, ontem com uma amiga, junta-mo-nos a esse grupo de voluntários e fomos para o parque do Alvão, ajudar os sapos. Devido à estrada que surge entre a água da barragem e a floresta, os sapos quando têm que a passar por motivos de reprodução, acabam por ser atropelados. Só num dia foram encontrados 96 sapos mortos e isto já se passa há vários anos. A solução que o Parque Alvão, juntamente com a Câmara Municipal de Vila Real e o NEPA encontraram foi a utilização de uns túneis antigos existentes por baixo da estrada - que iriam fazer de ligação da floresta à barragem. Contudo algo tinha de impedir os sapos de continuar a atravessar a estrada, assim vai-se construir uns muros de 40 cm de altura (o suficiente para os sapos não passarem). 
        Uma vez que os funcionários da câmara ficaram encarregues da elaboração do muro, coube a nós, voluntários, carregar as pedras do monte para perto da zona onde irá ser construído o muro. Foram umas boas horas de trabalho, mas muito bem passadas! O convívio foi óptimo e como se encontravam connosco vários professores/estudantes de biologia, sempre que se encontrava um animal este era logo identificado e caracterizado! Sem dúvida que foi uma óptima actividade tanto para ajudar a Natureza como a conhecer. 

O projecto não acabou por aqui, para mais informações consultem os seguintes links:

sexta-feira, 9 de março de 2012

Limpar Portugal.

Embora o Nelson seja o perito por estas bandas no que diz respeito ao projecto "Limpar Portugal", uma vez que a data se está a aproximar, achei por bem escrever qualquer coisa sobre isso. O projecto existe desde 2008, e visa a recolher todo o lixo que se acumula nas florestas de todo o país, e até de todo o mundo - visto ser um movimento global. Em baixo vai um vídeo com uma apresentação do projecto.


Este ano, um dos problemas que tenho verificado é a falta de aderência por parte das populações. Existem vários distritos, como Vila Real, que não vão aderir - por grande pena minha. Mas, mesmo assim, ainda existem lutadores persistentes! Aqui podem encontrar as organizações existentes pelo país inteiro, não se deixem ficar pelo sofá! Espero ser útil :) Relembro também que caso não possa participar neste dia, existem muitos mais dias em que se pode fazer qualquer coisa, como arranjar um grupo de pessoas e ir limpar a floresta. Relembrem-se que não existe dia próprio.

ps: Como não podia deixar de ser, aproveito para dar os parabéns ao Nelson e a toda a coordenação do Limpar Covilhã pelo excelente trabalho que estão a fazer! É sempre bom ver tamanho entusiasmo e eficiência numa campanha como esta! Se não estão inspirados perante esta causa, aconselho-vos a verem o blogue deles, é impossível não ficar cheio de vontade de participar!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Mudança - renovação de objectivos.

Noutro dia, eu e o Nelson (os dois autores deste espaço) senta-mo-nos a beber um cházinho e, entre tantos temas, começamos a debater a ausência que se estava a apoderar deste blogue.  A verdade é que este blogue nunca foi um blogue muito diário, nem assíduo, limitava-mo-nos a escrever quando achávamos que o devíamos fazer. Contudo, com o passar do tempo e com um melhor conhecimento do tema, encontramos outros blogues - como os que estão na coluna direita - que dizíamos tudo aquilo que queríamos dizer, ou até mais. Como não queríamos repetir a informação, acabávamos por não escrever e apenas divulgávamos os tais blogues. 
Chegamos à conclusão que, se queríamos manter este blogue "vivo", tínhamos que mudar os seus objectivos. Assim, a partir de agora, este blogue passa a ser um "guia de transformações verdinhas", aqui vamos partilhar as nossas experiências mais ecológicas, esperando que de alguma forma partilhem também as vossas connosco e a cada dia estejamos mais próximos de ser a mudança que queremos ser no mundo!

sábado, 3 de março de 2012

Como reutilizar mochilas e fazer porta chaves a partir de tecidos.

No Porto, eu tenho um quarto cheio de "tralhas" (tecidos antigos, botões, embalagens, rolos, papeis, revistas, arames, flores secas..), coisas que pondero usar um dia destes. Aliás sempre que estrago alguma coisa ou alguma coisa fica velha vai para esse quarto à espera que eu me disponha a arranjá-las. A realidade é que isso raramente acontece. Nunca tiro esse tempo, e o quarto continua a encher-se e provavelmente isso não acontece só comigo. Na 6ºfeira quando cheguei a casa, decidi meter mãos à obra e comecei a "reciclar" a minha mochila antiga, que já estava a ficar rota e gasta. Com restos de calças de ganga e uma camisola que tinha ficado manchada o resultado foi o que está na fotografia por baixo. Sou capaz de ter demorado umas horas, mas até que ficou bonito pois ficou? :)

Entusiasmada com o resultado da mochila comecei a pensar numa prenda que tinha que dar. Sempre fui apologista a fazer prendas e não a comprá-las. Não sou uma pessoa materialista e acho que comprar coisas (a não ser que realmente seja a cara da pessoa) é uma força de "desenrascar" a prenda da pessoa. Normalmente como o tempo é pouco as pessoas rendem-se ao "poder da compra", mas é raro o momento em que se fica satisfeita com essa opção, até porque parece que a prenda é desprendida de qualquer história e sentimento (falo por mim). Assim como um amigo meu faz anos, resolvi fazer-lhe um porta-chaves para a sua nova casa. E uma vez que eu sempre o conheci pela adoração com as galinhas, acabei por lhe fazer um porta-chaves em forma de galinha. Achei interessante porque à medida que estava a fazer a prenda acabei por ser invadida de recordações da nossa amizade e embora seja só impressão sinto que o porta chaves está cheio do carinho e afecto que sinto por ele :) Para além de ser muito mais "fofinho" e económico, aproveitei a oportunidade para utilizar alguns dos tecidos antigos que navegavam sem destino pelo quarto "das artes" (como lhe chamo), o resultado é a fotografia que está por baixo. Até que não ficou mal!
 
 
Eis umas ideias de como ser ecológico e económico ao mesmo tempo e em primeira mão! :) Garanto-vos que se vão sentir muito melhores e criativos!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Algas podem ser a próxima forma de energia!

O petróleo é a principal fonte de energia dos dias de hoje, ele é também um recurso não renovável, e à medida que o tempo avança é cada vez mais explorado e cada vez existe menos. Qual será a alternativa quando o fim do petróleo chegar? Cientistas dão-nos essa resposta quando assumem que as algas podem ter um enorme potencial como biocombustível, alternativo aos combustíveis fósseis como o carvão e o petróleo, mais poluentes.
 
O jornal ciência hoje avança mais informações sobre este novo método. "Na investigação a publicar na sexta-feira na revista científica Science, os especialistas da empresa Bio Architecture Lab, nos Estados Unidos, desvendam o segredo da transformação do açúcar das algas em energia. As algas são uma boa opção para a produção de biocombustível porque, ao contrário do milho e da cana-de-açúcar, crescem no mar e, por isso, não interferem com as colheitas agrícolas. Menos de três por cento das águas costeiras no mundo conseguem produzir algas suficientes para substituir cerca de 60 mil milhões de galões de combustível fóssil, segundo o estudo. No pico de produção, as algas podem gerar anualmente 19 mil litros de biocombustível, ou seja, duas vezes mais a quantidade de etanol extraída da cana-de-açúcar e cinco vezes mais o etanol produzido a partir do milho. A equipa de especialistas norte-americanos manipulou uma variante da bactéria E.coli e conseguiu sintetizar moléculas de açúcar das algas castanhas em etanol."
 
Vamos a ver e se calhar nem está tudo perdido, não é? Contudo mesmo que haja uma alternativa, não devemos esquecer que o uso do petróleo deve ser consciente, e todos nós, em nossa casa, pudemos fazer uma diferença. 

domingo, 22 de janeiro de 2012

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"Somos todos escravos do que precisamos, reduz as necessidades se queres passar bem." 
Jorge Palma

sábado, 21 de janeiro de 2012

Eco side table &more!

Por vezes as grande ideias, vêm de pequenos materiais, como é o caso desta mesinha que foi construída a partir de restos de madeiras de construção. Não ficou adorável?


Existem várias formas de reutilizar materiais que por vezes pensamos não ter outra utilização. Se ideias lhe faltam, pesquise! Existem imensas iniciativas e materiais divulgados na internet e não só. Deixo em baixo algumas ideias para despertar o bichinho da reutilização.


sábado, 10 de dezembro de 2011

Açores livre de organismos geneticamente modificados! :D

"O Governo dos Açores decidiu declarar o arquipélago como zona livre do cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM), aplicando na região os normativos comunitários relativos à utilização destes organismos e dos produtos derivados. «A aplicação do princípio da precaução aconselha a que os Açores se tornem uma zona livre do cultivo de OGM», refere o comunicado final da reunião do Conselho de Governo, divulgado esta sexta-feira em Ponta Delgada, como noticia a agência Lusa.
Nesse sentido, «fica proibida a cultura, sementeira, plantio ou criação, por qualquer método ou técnica, de organismos geneticamente modificados, à excepção da produção ou introdução para fins de investigação científica ou desenvolvimento tecnológico de manifesto interesse público». 
O executivo açoriano considera que a proposta de decreto legislativo regional que aprovou para a aplicação na região dos normativos comunitários «adopta uma posição claramente precaucionaria». O comunicado refere ainda que o diploma pretende «garantir a unidade e transparência do mercado interno e a segurança alimentar, minimizando os riscos ambientais e económicos da utilização de organismos geneticamente modificados organismos geneticamente modificados».
Nesta reunião, o Governo Regional aprovou ainda uma comparticipação de cerca de 420 mil euros para a implementação do Plano de Ordenamento da Bacia Hidrográfica da Lagoa das Furnas e das Sete Cidades. Em causa está a requalificação da bacia hidrográfica da Lagoa das Furnas e das margens da Lagoa das Sete Cidades. O executivo, entre outras medidas, decidiu ainda criar uma Reserva Parcial de Caça na freguesia de Guadalupe, na Graciosa, com uma área de 226 hectares.
Nesta reserva fica proibida a caça da codorniz e qualquer actividade que possa prejudicar o desenvolvimento desta espécie, numa medida que visa promover a «diversidade e a valorização dos recursos cinegéticos» daquela ilha."