quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Cine'Eco 2012
Encontra-se a decorrer o Cine'Eco 2012, Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que decorre em Seia, desde o passado dia 6 de Outubro até dia 13.
"No total foram inscritos quase 300
filmes, oriundos de 43 países, dos quais foram selecionados um total de
52. Na competição internacional estão 13 Longas-Metragens e 13 curtas e
na competição Lusófona 16 curtas-metragens e 10 no Panorama Regional.
Os filmes selecionados estão entre os
melhores e mais premiados da produção recente mundial que tem o meio
ambiente e o desenvolvimento sustentável como tema."
Para aguçar o apetite, deixo aqui os trailers de dois dos filmes ainda a exibir e que estão na Competição Internacional Longas Metragens.
O primeiro filme, (R)esistenza, de Francesco Cavaliere, conta oito histórias de resistência civil em Scampia, um conhecido subúrbio a norte de Nápoles. As histórias são dos moradores que tentam tornar o bairro, considerado o maior mercado de droga da Europa, um sítio melhor para viver.
O segundo filme, Black Tide: Voices from the Gulf, de Bob Richman, dá a conhecer as graves consequências e a dura realidade vivida, após o enorme derrame de petróleo nas águas do golfo do México devido ao acidente ocorrido na plataforma petrolífera da BP.
Toda a programação do Festival pode ser consultada aqui.
Mesmo que não tenham disponibilidade para ir ao festival, sempre ficam a conhecer os filmes e pode ser que achem alguns deles interessantes e sempre ficam atentos para os visualizar numa outra oportunidade.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
USB Led Light - Carbono Zero #
Estava aqui no computador a trabalhar quando me lembrei que ainda não vos tinha falado da minha aquisição carbono zero nos meus anos (quase há um ano atrás). Deram-me como prenda um CoolGift Terra e eu acabei por escolher a lâmpada que se pode ver na figura da esquerda e ainda uma pen da Carbono Zero. Tanto a pen como a lâmpada são maravilhosas! Principalmente a lâmpada durante a noite.
Mas afinal o que é a Carbono Zero?
- Com a Carbono Zero parte da quantificação de emissões de gases com efeito de estufa, expressas em dióxido de carbono equivalente (CO2e), associadas às actividades de indivíduos e empresas, é compensada através do co-financiamento de projectos que sequestram (floresta) ou evitam (tecnologia) emissões em quantidade equivalente.
Com Carbono Zero cada um de nós pode compensar as suas emissões: associadas a uma viagem: de avião, de automóvel, de comboio ou associadas ao dia-a-dia: em casa e nas deslocações regulares casa-trabalho.
Com Carbono Zero também as empresas podem anular o efeito no clima: da totalidade ou de parte das suas actividades
de eventos como conferências, congressos, concertos ou acontecimentos desportivos
de produtos e serviços.

Como compensam as emissões?
- A compensação de emissões realiza-se através da aquisição de créditos de carbono gerados por projectos tecnológicos e florestais, seleccionados de acordo com um rigoroso conjunto de critérios de elegibilidade.
Como seleccionam os projectos de compensação?
- Tanto em Portugal como em países em desenvolvimento os projectos de compensação da nossa bolsa demonstram ser ambientalmente sustentáveis sendo, simultaneamente, veículos de melhoria das condições sociais das comunidades onde se inserem. A bolsa de compensação Carbono Zero é constituída por áreas florestais, localizadas em Portugal Continental e projectos em países em desenvolvimento por nós seleccionados.
(toda a informação contida neste artigo foi retirada do site da Carbono Zero)
domingo, 7 de outubro de 2012
Qual é o futuro da nossa alimentação?
Ontem deu na rtp2 o primeiro episódio do documentário "O futuro dos alimentos", o qual eu aconselho vivamente, e pus-me a pensar o resto da noite sobre a minha alimentação, ou melhor sobre a nossa alimentação. É uma questão tão importante, mas nem sempre tem a devida atenção. Costuma-se dizer que somos aquilo que comemos, portanto se comermos comida saudável somos saudáveis e se tivermos maus hábitos alimentares somos menos saudáveis à priori. Mas o que se passa com o planeta? Será que também segue esta lógica?
Claro que sim. Ao consumir-mos alimentos saudáveis (respeitando a sazonalidade, livres de químicos e respeitando a Natureza) também o planeta irá estar. Afinal estamos numa rede, numa cadeia imensa não é? Prejudica-mos a Natureza, prejudicando-nos a nós próprios (ainda que isto nem sempre se note). Ao reflectir sobre esta temática lembrei-me de um capitulo do livro "No Impact Man" onde ele decidiu começar a comprar apenas alimentos locais e se possível biológicos. Felizmente essa é um passo que pode estar ao alcance de todos nós. Caso tenhamos tempo plantando os nossos alimentos, caso não indo aos mercados biológicos que já se espalharam por todo o país - como é o caso do mercado que existe no Parque da Cidade do Porto aos sábados de manhã. E mesmo que os alimentos não sejam biológicos (porque são sempre mais caros e um bocado mais complicados de arranjar nalguns sítios tentem comprar sempre alimentos produzidos localmente. Felizmente ainda existem bastantes pequenos agricultores a vender por aí, ajudem-nos a eles e a vocês.
E porque não é só importante comprar localmente ou alimentos biológicos, têm aqui uma tabela divulgada pelos Segredos da Horta sobre a sazonalidade dos alimentos, eu já imprimi uma (em papel de rascunho) e vou colocá-la na minha prateleira do frigorífico para não me esquecer de respeitar os tempos que a Natureza tem para nos oferecer alimentos.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Degelo do Árctico ganha Jogo Olímpicos
Só para se ter uma ideia, este ano e em relação ao 2007, a área de gelo a menos é equivalente a 1,5 vezes a área de Espanha.
Com o aumento do degelo aumenta também a quantidade de metano que é libertada para a atmosfera e diminui a área de reflexão dos raios solares, contribuindo para um aumento do aquecimento global, o que torna este ciclo vicioso e exponencial, sem fim à vista.
A catástrofe é de tamanha importância que já à alguns anos que uma das principais acções (se não a principal) da Greenpeace é justamente combater o aquecimento global e o degelo do Árctico (www.savetheartic.org). Um dos activistas nessa acção é o português Manuel Pinto, que afirmou ter tido formação para conseguirem navegar em condições adversas como existem no Árctico e que os principais frequentadores dessas formações eram trabalhadores de empresas petrolíferas.
Como seria de esperar, há grandes interesses em torno do degelo do Árctico, pois irá permitir que este passe a ser navegável, permitindo não só a pesca em lugares até agora a salvo, como irá permitir o avanço das perfurações de poços de petróleo no Ártico (neste momento a Shell já se anda a preparar). Com o aumento do tráfego marinho e das explorações petrolíferas, as probabilidades de uma catástrofe ambiental aumentam exponencialmente.
A nós é exigido fazer pelo menos o mínimo que conseguirmos, pelo que apelo à vossa acção da forma que vos for possível, seja a assinar petições, ou a contribuir com doações, ou simplesmente a divulgar este drama.
O tempo de agir é agora, enquanto temos Ártico, não depois de ele desaparecer.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Simular um Planeta Sustentável
Em tempos tive uma ideia que consistia em criar uma versão verde do Second Life, que para quem não sabe é um jogo de computador que recria virtualmente o planeta em que vivemos, e então seria possível ter uma "segunda vida", virtual. (A vida com que muitos sonham seria possível nesse jogo.)
E perguntam vocês como é que daí pode surgir uma "ideia verde"?!?
Pois, se é possível recriar todo o planeta virtualmente, porque não, esse planeta virtual servir de modelo ao real. Isto é, aprofundar essa recriação de tal forma, que permitisse calcular os impactos que certas acções provocam no planeta e calcular que medidas poderiam ser tomadas para compensar esses impactos..
Perceberam? Não? Eu ajudo..
Imaginem um concelho onde está prevista a colocação de uma fábrica.. Então através da simulação virtual, para que o projecto dessa fábrica avançasse seria necessário calcular medidas (como plantar árvores, financiar os transportes públicos da cidade, financiar a preservação da biodiversidade no concelho, ...), que compensassem a pegada ecológica que a fábrica iria provocar. Poderia começar com parâmetros simples, como evitar a emissão de dióxido de carbono, e apenas se tomava medidas para compensar essa emissão. Posteriormente, poderiam ser considerados muito mais parâmetros, como é feito na análise do ciclo de vida dos produtos (LCA - Life Cycle Assessment).
Tal como é realizada esta análise aos produtos "reais" (ver www.goodguide.com), recentemente descobri que já existe software que simula esta análise do ciclo de vida dos produtos, o SOLIDWORKS SustainabilityXpress (até já poderão haver outros), que permite aos designer industriais determinar o impacto que o produto vai implicar na sustentabilidade do planeta.
Assim, o designer pode experimentar fazer pequenas alterações ao produto (como mudar o material utilizado) que serão benéficas na diminuição da pegada ambiental, e de forma a não o tornar menos atractivo e funcional.
Acredito que em versões futuras do software, já será possível obter uma pegada ambiental ainda mais próxima da realidade.
Havendo software capaz de analisar e simular o ciclo de vida dos produtos, não seria possível criar software que analisasse e simulasse o ciclo de vida de cidades (e no futuro do planeta inteiro) de forma a podermos tomar as decisões mais corretas, com vista a sustentabilidade?
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Eco-Sanita
A grande vencedora foi apresentada por estudantes do Prof. Michael Hoffmann da Universidade de Caltech, nos Estados Unidos. Trata-se de uma sanita que utiliza um painel solar para alimentar um reagente electroquímico. Este reagente desfaz os dejectos quimicamente, produzindo fertilizante e hidrogénio. Desta reacção resulta ainda água já devidamente limpa, que embora não sendo potável, poderá ser utilizada na descarga e a excedente utilizada para rega.
Resta saber, se esta ideia vai passar do papel para a utilização na vida real. Nomeadamente nos países pobres, onde a água é pouca e valiosa e a produção de fertilizantes também é preciosa.
Resta saber, se esta ideia vai passar do papel para a utilização na vida real. Nomeadamente nos países pobres, onde a água é pouca e valiosa e a produção de fertilizantes também é preciosa.
Saber mais aqui.
domingo, 23 de setembro de 2012
"Celebrem conosco as Sementes Livres!"
De 2 a 16 de Outubro haja pelas Sementes Livres a bem da humanidade!
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