sábado, 17 de novembro de 2012

"O Homem Sem Dinheiro" - Mark Boyle.


      Já queria ler este livro há algum tempo, desde que conheci a história do autor: Mark Boyle, que já falei aqui. Ao contrário do que se tem passado, desta vez não foi preciso ler todos os dias da semana - ou quase - para conseguir acabar o livro. Na realidade bastou-me um dia e pouco. Mais do que apaixonar-me por este livro, comecei a amá-lo. Levei-o para a cama e fiz amor com ele. E mesmo quando tudo acabou ele voltou a regressar ao meu pensamento, mesmo quando já não o estava a ler, mesmo quando nem sequer devia estar a pensar nele. Foi um livro que me marcou de uma forma bastante positiva e que, para além do mais, me fez lembrar de certas coisas que já me tinha esquecido.
     O livro fala do ano que o economista Mark Boyle decidiu vender o seu barco (onde vivia), cancelar a sua conta e viver sem dinheiro. Exacto, viver sem dinheiro. Parece impossível  Ele prova que não é. No livro ele relata toda a história de onde surgiu a ideia, os motivos que fizeram com que tomasse essa opção e ainda tudo o que enfrentou. É um livro que, sem dúvida alguma, nos liga à Natureza e nos faz dar  importância a coisas antes tomávamos como garantido ou nem sequer ligávamos. E para além disso tudo, o livro tem ainda várias opções para conseguirmos fazer várias coisas sem precisar de gastar dinheiro, tal como: fazer tinta e papel a partir de cogumelos, entre outras. Podem estar a pensar que é mais um daqueles livros extremistas e que são só escritos para vender por serem alternativos. Eu não achei isso. Até porque o autor revela bastantes desvantagens deste estilo de vida e ainda é bastante sincero em relação às suas dúvidas.
    Deixo-vos algumas das citações que me marcaram:

"Se gastar o seu tempo a dar o seu amor ao mundo, então é razoável acreditar que irá beneficiar de um mundo com mais amor."
"Acredito que nos tornamos pessoas mais saudáveis - mental, física  emocional e espiritualmente - no momento em que começamos a viver da maneira que acreditamos que devemos viver, seja lá isso o que for. A auto-disciplina existe para libertar e não para retrair a alma."
"A maioria das pessoas dizem que querem 'paz', sem saberem realmente o que isso quer dizer. A paz não vai cair do céu; é um quebra-cabeças cujas peças são as nossas interacção diária uns com os outros e o planeta."


      Até colocava aqui mais frases, mas como podem ver pela fotografia passava o tempo nisto! As marcações que o livro tem são de todas as citações ou organizações frisadas que achei importante marcar para rever mais tarde. Para além destas marcações o livro tem várias frases riscadas, dados estatísticos importantes ou qualquer parte do livro que achei que me fosse inspirar; por exemplo sublinhei uma parte que à maior parte das pessoas não diria nada mas que a mim me fez sonhar bastante, numa parte do livro ele descreve a maneira como bebe o chá, desde o momento em que o coloca a aquecer na fogueira e ouve os pássaros enquanto dá uma golada e vê a orvalhada na Natureza. Achei essa parte deliciosa! E sei, que, sempre que precisar de animo está lá algo que posso ler e me vai fazer feliz. Até porque tenho a nítida noção que vou reler este livro várias vezes.


Sem mais nada a acrescentar, desejo-vos boas leituras!
E muita inspiração no fim de semana! :)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

"Façamos o seguinte para o Natal: comprar os presentes a pequenas empresas e autónomas. À vizinha que vende por catálogo, ou pela Internet, por artesãos que façam bijutaria  à amiga que tem uma loja no bairro ou que faz artesanato, ao pasteleiro que faz os doces artesanais, ao rapaz que tem uma banca no mercado... Façamos o dinheiro chegar às pessoas comuns e não às grandes multinacionais. Assim haverá mais gente a ter um melhor Natal. Se achas que é uma boa proposta, copia e cola no teu mural. Apoiemos a nossa gente!!" :)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Cine'Eco 2012

Encontra-se a decorrer o Cine'Eco 2012, Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que decorre em Seia, desde o passado dia 6 de Outubro até dia 13.

"No total foram inscritos quase 300 filmes, oriundos de 43 países, dos quais foram selecionados um total de 52. Na competição internacional estão 13 Longas-Metragens e 13 curtas e na competição Lusófona 16 curtas-metragens e 10 no Panorama Regional.
Os filmes selecionados estão entre os melhores e mais premiados da produção recente mundial que tem o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável como tema."

Para aguçar o apetite, deixo aqui os trailers de dois dos filmes ainda a exibir e que estão na Competição Internacional Longas Metragens.

O primeiro filme, (R)esistenza, de Francesco Cavaliere, conta oito histórias de resistência civil em Scampia, um conhecido subúrbio a norte de Nápoles. As histórias são dos moradores que tentam tornar o bairro, considerado o maior mercado de droga da Europa, um sítio melhor para viver.

 

 
O segundo filme, Black Tide: Voices from the Gulf, de Bob Richman, dá a conhecer as graves consequências e a dura realidade vivida, após o enorme derrame de petróleo nas águas do golfo do México devido ao acidente ocorrido na plataforma petrolífera da BP.




Toda a programação do Festival pode ser consultada aqui.

Mesmo que não tenham disponibilidade para ir ao festival, sempre ficam a conhecer os filmes e pode ser que achem alguns deles interessantes e sempre ficam atentos para os visualizar numa outra oportunidade.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

USB Led Light - Carbono Zero #

Estava aqui no computador a trabalhar quando me lembrei que ainda não vos tinha falado da minha aquisição carbono zero nos meus anos (quase há um ano atrás). Deram-me como prenda um CoolGift Terra e eu acabei por escolher a lâmpada que se pode ver na figura da esquerda e ainda uma pen da Carbono Zero. Tanto a pen como a lâmpada são maravilhosas! Principalmente a lâmpada durante a noite.


Mas afinal o que é a Carbono Zero?



  • Com a Carbono Zero parte da quantificação de emissões de gases com efeito de estufa, expressas em dióxido de carbono equivalente (CO2e), associadas às actividades de indivíduos e empresas, é compensada através do co-financiamento de projectos que sequestram (floresta) ou evitam (tecnologia) emissões em quantidade equivalente.   




Com Carbono Zero cada um de nós pode compensar as suas emissões: associadas a uma viagem: de avião, de automóvel, de comboio ou associadas ao dia-a-dia: em casa e nas deslocações regulares casa-trabalho. 


Com Carbono Zero também as empresas podem anular o efeito no clima: da totalidade ou de parte das suas actividades de eventos como conferências, congressos, concertos ou acontecimentos desportivos de produtos e serviços.



Como compensam as emissões? 

  •  A compensação de emissões realiza-se através da aquisição de créditos de carbono gerados por projectos tecnológicos e florestais, seleccionados de acordo com um rigoroso conjunto de critérios de elegibilidade.


Como seleccionam os projectos de compensação? 

  •  Tanto em Portugal como em países em desenvolvimento os projectos de compensação da nossa bolsa demonstram ser ambientalmente sustentáveis sendo, simultaneamente, veículos de melhoria das condições sociais das comunidades onde se inserem. A bolsa de compensação Carbono Zero é constituída por áreas florestais, localizadas em Portugal Continental e projectos em países em desenvolvimento por nós seleccionados. 

Saibam mais sobre a Carbono Zero aqui ou aqui.
(toda a informação contida neste artigo foi retirada do site da Carbono Zero)

domingo, 7 de outubro de 2012

Qual é o futuro da nossa alimentação?


      Ontem deu na rtp2 o primeiro episódio do documentário "O futuro dos alimentos", o qual eu aconselho vivamente, e pus-me a pensar o resto da noite sobre a minha alimentação, ou melhor sobre a nossa alimentação. É uma questão tão importante, mas nem sempre tem a devida atenção. Costuma-se dizer que somos aquilo que comemos, portanto se comermos comida saudável somos saudáveis  e se tivermos maus hábitos alimentares somos menos saudáveis à priori. Mas o que se passa com o planeta? Será que também segue esta lógica?
       Claro que sim. Ao consumir-mos alimentos saudáveis (respeitando a sazonalidade, livres de químicos e respeitando a Natureza) também o planeta irá estar. Afinal estamos numa rede, numa cadeia imensa não é? Prejudica-mos a Natureza, prejudicando-nos a nós próprios (ainda que isto nem sempre se note). Ao reflectir sobre esta temática lembrei-me de um capitulo do livro "No Impact Man" onde ele decidiu começar a comprar apenas alimentos locais e se possível biológicos. Felizmente essa é um passo que pode estar ao alcance de todos nós. Caso tenhamos tempo plantando os nossos alimentos, caso não indo aos mercados biológicos que já se espalharam por todo o país - como é o caso do mercado que existe no Parque da Cidade do Porto aos sábados de manhã. E mesmo que os alimentos não sejam biológicos (porque são sempre mais caros e um bocado mais complicados de arranjar nalguns sítios  tentem comprar sempre alimentos produzidos localmente. Felizmente ainda existem bastantes pequenos agricultores a vender por aí, ajudem-nos a eles e a vocês.
       E porque não é só importante comprar localmente ou alimentos biológicos, têm aqui uma tabela divulgada pelos Segredos da Horta sobre a sazonalidade dos alimentos, eu já imprimi uma (em papel de rascunho) e vou colocá-la na minha prateleira do frigorífico para não me esquecer de respeitar os tempos que a Natureza tem para nos oferecer alimentos. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Degelo do Árctico ganha Jogo Olímpicos


Se alguém merecia ser o grande vencedor dos Jogos Olímpicos deste ano, seria sem dúvida alguma, o degelo do Árctico que (infelizmente!) bateu mais uma vez um recorde! ..e que recorde! o degelo foi 18% superior ao anterior recorde de 2007. Este ano, o gelo chegou assim ao valor mínimo de 3,41 milhões de quilómetros quadrados, quando à cinco anos o valor mínimo foi de 4,17 milhões de quilómetros quadrados, valor que já tinha sido 22% inferior ao recorde anterior. Ainda por cima, estima-se que a camada/espessura do gelo esteja cerca de 50% mais fina, e prevê-se que daqui a 4 anos o gelo no Árctico possa desaparecer durante os meses de Verão (Agosto e Setembro).

Só para se ter uma ideia, este ano e em relação ao 2007, a área de gelo a menos é equivalente a 1,5 vezes a área de Espanha.

Com o aumento do degelo aumenta também a quantidade de metano que é libertada para a atmosfera e diminui a área de reflexão dos raios solares, contribuindo para um aumento do aquecimento global, o que torna este ciclo vicioso e exponencial, sem fim à vista.

A catástrofe é de tamanha importância que já à alguns anos que uma das principais acções (se não a principal) da Greenpeace é justamente combater o aquecimento global e o degelo do Árctico (www.savetheartic.org). Um dos activistas nessa acção é o português Manuel Pinto, que afirmou ter tido formação para conseguirem navegar em condições adversas como existem no Árctico e que os principais frequentadores dessas formações eram trabalhadores de empresas petrolíferas.

Como seria de esperar, há grandes interesses em torno do degelo do Árctico, pois irá permitir que este passe a ser navegável, permitindo não só a pesca em lugares até agora a salvo, como irá permitir o avanço das perfurações de poços de petróleo no Ártico (neste momento a Shell já se anda a preparar). Com o aumento do tráfego marinho e das explorações petrolíferas, as probabilidades de uma catástrofe ambiental aumentam exponencialmente.

A nós é exigido fazer pelo menos o mínimo que conseguirmos, pelo que apelo à vossa acção da forma que vos for possível, seja a assinar petições, ou a contribuir com doações, ou simplesmente a divulgar este drama.

O tempo de agir é agora, enquanto temos Ártico, não depois de ele desaparecer.