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sábado, 8 de janeiro de 2011

Pelas Árvores das Nossas Cidades

Apresentovos o grupo anti-arboricida


Grupo Anti-Arboricida - O grupo Anti-Arboricida foi criado por voluntários do Núcleo Regional do Porto da Quercus, em sequência dos crescentes abates de árvores a que se tem assistido, em zonas urbanas. Tendo como principal objectivo agilizar a reacção do Núcleo do Porto aos eventuais abates de árvores, o Grupo Anti-Arboricida pretende também sensibilizar a população e as autoridades do Distrito do Porto para esta temática. Para que este objectivo seja alcançado foram criados vários sub-grupos de trabalho em diferentes vertentes:

Legislação e boas práticas - Este sub-grupo está orientado para a análise à legislação vigente e para a elaboração de propostas de boas práticas na gestão, preservação e abate de árvores em centros urbanos. Pretende também criar as condições necessárias para dar resposta às várias denúncias de abates de árvores na área a Metropolitana do Porto.

Sensibilização - Sub-grupo dedicado à promoção de uma maior consciencialização da importância da árvores nas cidades por parte da população e autoridades locais. Para isto, pretende desenvolver projectos/actividades de sensibilização e material didáctico direccionado para as escolas e população em geral.

Comunicação / Website - Recentemente criado, o site Anti-Arborícida permitirá: estabelecer uma maior interacção e sinergias entre os interessados no tema, divulgar notícias relacionadas com este tema e promover o trabalho desenvolvido pelo grupo.

ver o site aqui.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Noticias da minha terrinha.

Pousada de cientistas no meio das serras
Câmara avança com classificação local e elege Santa Justa e Pias como prioridades
2010-02-11 - DORA MOTA

A Câmara de Valongo espera poder finalmente assumir a gestão das serras de Santa Justa e Pias, depois de quase 20 anos a intervir com poderes limitados. A discussão pública da classificação como Paisagem Protegida de Âmbito Local começa na segunda-feira.
Criar um Centro de Ciência que inclua um laboratório é um dos projectos principais, melhorando as condições de trabalho e dos cientistas, que estão entre os mais fiéis apreciadores do valor patrimonial da mancha verde de 1070 hectares. A Universidade do Porto colabora com a Autarquia há vários anos, mas outras têm procurado as serras.
A construção de uma pousada para estadias de cientistas e estudantes é outra das ideias, assim como a criação de estruturas de apoio ao lazer e desporto de aventura, como balneários e estacionamentos. Outras ideias são melhorar os circuitos de visita pedonal e encaminhar os desportos motorizados - moto 4 e jipes - para uma zona florestal a norte do concelho, entre Alfena e Sobrado, sem a importância patrimonial de Santa Justa e Pias.

O desafio é, agora, conseguir que os mais de mil forasteiros que todos os fins-de-semana procuram as serras para desportos radicais percebam que o cerco vai apertar. "Vamos permitir uma prova de downhill, desde que cumpram regras. Não queremos que as pessoas se privem da serra, não estamos numa situação limite de pôr as coisas numa redoma", assinala João Paulo Baltazar.

Aliás, vinca, essa procura é algo que "Valongo deve capitalizar" e a Autarquia vai empenhar-se numa "operação de marketing": "Temos de preparar isto para ser conhecido", diz o autarca.

Plano disponível online

No período de 30 dias que dura a discussão pública, a Câmara a vai disponibilizar no seu site o plano para as serras, que Valongo partilha com os concelhos de Paredes e de Gondomar, e um formulário para o envio de sugestões. Desde a década de 1980 que a Câmara valonguense tenta conseguir um regime de protecção especial que chegou a ser aprovado pelo Governo, mas nunca regulamentado.
Até agora, foi gerindo as serras através dos instrumentos possíveis - com o Plano Director Municipal desde os anos 90; e ao abrigo da Rede Natura 2000, que protege os habitats. Nas serras, há várias espécies protegidas - como a salamandra-lusitânica, plantas carnívoras e outras espécies -, património religioso e a aldeia de Couce, cujas zonas públicas estão a ser arranjadas. A classificação das serras pode dar novo fôlego à recuperação da aldeia, ao permitir candidaturas a fundos europeus.
A partir de 2003, Valongo tentou envolver os concelhos vizinhos, sem êxito, na criação de um instrumento de gestão integrada das serras de Santa Justa e Pias. "Para nós, é mais prioridade do que para os outros, é uma questão de estratégia", diz João Paulo Baltazar, lamentando que o concelho avance sozinho para um regime de protecção quando "a Área Metropolitana teria todo o interesse em que este grau de integração subisse um degrau".

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Valongo&Option=Interior&content_id=1491707

Uma Sessão de Esclarecimento sobre a Proposta terá lugar na sala Polivalente da Biblioteca Municipal de Valongo, no próximo dia 09 de Março pelas 21 horas.

A proposta pode ser consultada no site da Câmara Municipal de Valongo no seguinte endereço:

sábado, 26 de setembro de 2009

Noite dos Investigadores

Ontem, dia 25 de Setembro decorreu no Porto, mais precisamente na Praça dos Leões perto da Universidade do Porto, a Noite dos Investigadores. Cientistas ao Palco foi um dos projectos portugueses seleccionado pela Comissão Europeia para a Noite dos Investigadores deste ano. De Norte a Sul do país, em Lisboa, Porto Coimbra e Olhão os próprios cientistas subiram ao palco para interpretarem várias performances produzidas para o evento.
Quem me informou deste programa foi a minha professora de Biologia, como é habitual tentei ao máximo ir. Para além de ser uma nova experiência o programa era apelativo e interessante.

Como tinha aulas até ás 18h30 só me foi possivél inscrever nas actividades todas que queria. Portanto fiz a selecção de algumas. Sendo preciso uma incrição prévia para umas que queria, inscrevi-me no Teatro de Marionetas que a minha professora me aconselhara ás 21h45, e no Star Lab, ás 20.30h no intervalo do tempo das actividades estaria estipulado ver o resto dos stands.
Mas, esqueci-me que somos portugueses e os portugueses raramente têm tudo devidamente planeado.
Apesar do transito, e de ter engolido praticamente a comida, cheguei lá á hora prevista. Ainda havia pouca movimentação, portanto foi facil localizar o starlab. Só não foi mas é facil de entrar na actividade, ao que parece aquilo estava de tal modo atrasado que só haveria outra sessão ás 21h15, como cada sessão demorava 30min desisti logo da ideia. Visto que o meu principal objectivo seria ver, o teatro das marionetas, sobre a evolução das espécies.

Assim enquanto faziamos horas, para o teatro visitamos o museu da história natural, e do ciência, assim como o de zoologia.
Para mim, o melhor foi o de zoologia (porque será?) existia lá um esqueleto de 30metros de uma baleia bebé sim, de uma baleia bebé! Fiquei fascinada. Encontrava-se lá de tudo, desde papa-formigas a esqueletos de golfinhos e ovos de crocodilos. Para além do mais o homem que lá estava, deu-nos uma atenção restrita e explicou-nos tanto como resposta ás nossas duvidas, como a coisas que não sabiamos. Falou-nos por exemplo, do maior numero de golfinhos que vai aparecendo nas redes de atum por morrerem sufocados, o que eu achei realmente mais choquante, assim que arranjar mais tempo pode ser (possibilidade) que me informe mais á cerca disso e partilhe por aqui. O museu de zoologia sendo já por si só maginifico, torna-se mais gratificante visitá-lo pois só abre em ocasiões especiais e muito raramente. Só por isso, valeu a pena ir, digo eu. Mas bem continuando pelos corredores, fomos até á Exposição de Charles Darwin. Como já a tinha visto em Lisboa, não a levei tanto asério e os meus olhos não brilharam tanto como da primeira vez. No entanto, apesar de o espaço ser evidentemente mais pequeno do que o apresentado em Lisboa, fizeram um bom trabalho. Contudo, para as crianças apreenderem e entenderem a de Lisboa é muito melhor. Pois, para além de estar mais completa, a história dos animais está integrada e demonstrada num espaço com a "exposição" do habitat descrito do mesmo, o que sem dúvida torna o lugar mais entusiasmante - e nem falo nos animais vivos que existia na exposição da capital!

Biodiversidade é a "variabilidade entre todos os serves vivos... incluindo diversidade intraespecífica, interespecífica e de ecossistemas."
Convenção sobre a Diversidade Biológica

Quando acabamos de ver a exposição já se aproximava da hora do espectáculo, assim sendo dirigimo-nos para fora. Já lá fora, havia uma fila imensa para entrar na tenda branca que dava acesso ao teatro, ficamos aí uns tempos, até o meu pai me informar que viu a minha professora de Inglês, e ela disse para eu ir ver uma entrevista que estava a haver sobre Genética. Curiosamente, tinha falado do DNA, na aula de Biologia desse dia. Consequentemente, saí da fila e fui ouvir a entrevista. Curiosamente, era bastante interessante. A autora do livro "O Património Genéticamente Português" era a anfitriã da entrevista sentada numa cadeira e á sua frente estava uma menina/senhora que não cheguei a perceber quem era a fazer-lhe as perguntas. Sendo um livro por si só, já me tinha cativado, mas como nunca tinha ouvido um autor (ao vivo) a defender o seu próprio livro e a explicá-lo ainda fiquei mais concentrada. Na realidade, foi um serão - embora breve - muito cultural. Aliás, para todas aquelas pessoas que dizem que "a juventude estava perdida" fiquem sabendo que existem estudos que comprovam que tanto no Sul, como no Norte de Portugal em tempos remotos, a informação registada nos mitocondrias (proveniente da mãe) são na maior parte da população a mesma. O que é que isto quer dizer? Que mais de metade da população era descendente da mesma mãe.
Quando acabou a entrevista as cortinas da tenda onde se iria realizar o teatro tão esperado estavam quase a fechar-se, assim sendo depois de uma corridinha já me encontrava lá dentro. O espectaculo começou pouco depois. Cheio de cores, sons e expressões, explicava a teoria da evolução de uma maneira básica - muito básica! - mesmo dirigida a crianças. Na verdade fiquei ligeiramente decepcionada. Não sei se foi pela importância que lhe dei ou pela falta de aprofundamento do problema da parte de identidade responsavél, mas fiquei. De qualquer forma, não me posso esquecer de mencionar o extraórdinário talento presente nas cientistas que o elaboraram entraram mesmo no projecto e conseguiram fazer ouvir-se sem dizer uma única palavra, estão de parabéns.



Depois de todas as actividades terem acabado, para nós, sentamo-nos á frente do bar cientifico, com a noite sobre nós (e o céu pouco estrelado, já agora) e do lado esquerdo uma banda de jazz, espectacular. (a dar a música ao lado) Enquanto ouviamos, bebi três cocktails. Um  que era espumante com pessego congelado (1), outro que era azul muito bonito, mas não sei o que tinha (2) e por último, o DNA do morango (3). Depois de todos bebidos, e de ter gravado alguns videos com as músicas vim-me embora. Opinião geral? Vale sempre a pena, participar em coisas novas, ao menos tenho algo real para opiniar. Por hoje é tudo, boa noite.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Green Project Awards 2009

«A Câmara Municipal de Valongo foi premiada, terça-feira, dia 15 de Setembro, com uma Menção Honrosa na 2ª edição dos Green Project Awards 2009 com o projecto do Corredor Ecológico. O galardão foi entregue a Fernando Melo, presidente da Câmara Municipal de Valongo. Este é mais um galardão na área ambiental a juntar a um palmarés bastante vasto e alcançado graças ao trabalho desenvolvido ao longo de vários anos.

Importa destacar que a Câmara de Valongo foi a única autarquia premiada na 2ª edição dos Green Project Awards, à qual se candidataram mais de uma centena de entidades, entre as quais câmaras e empresas municipais. Os Green Project Awards, uma iniciativa do Grupo GCI conta com a parceria da Agência Portuguesa do Ambiente, do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional e da Quercus e visa premiar os melhores projectos nacionais nas áreas do ambiente e do desenvolvimento sustentável. »