sábado, 10 de dezembro de 2011

Açores livre de organismos geneticamente modificados! :D

"O Governo dos Açores decidiu declarar o arquipélago como zona livre do cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM), aplicando na região os normativos comunitários relativos à utilização destes organismos e dos produtos derivados. «A aplicação do princípio da precaução aconselha a que os Açores se tornem uma zona livre do cultivo de OGM», refere o comunicado final da reunião do Conselho de Governo, divulgado esta sexta-feira em Ponta Delgada, como noticia a agência Lusa.
Nesse sentido, «fica proibida a cultura, sementeira, plantio ou criação, por qualquer método ou técnica, de organismos geneticamente modificados, à excepção da produção ou introdução para fins de investigação científica ou desenvolvimento tecnológico de manifesto interesse público». 
O executivo açoriano considera que a proposta de decreto legislativo regional que aprovou para a aplicação na região dos normativos comunitários «adopta uma posição claramente precaucionaria». O comunicado refere ainda que o diploma pretende «garantir a unidade e transparência do mercado interno e a segurança alimentar, minimizando os riscos ambientais e económicos da utilização de organismos geneticamente modificados organismos geneticamente modificados».
Nesta reunião, o Governo Regional aprovou ainda uma comparticipação de cerca de 420 mil euros para a implementação do Plano de Ordenamento da Bacia Hidrográfica da Lagoa das Furnas e das Sete Cidades. Em causa está a requalificação da bacia hidrográfica da Lagoa das Furnas e das margens da Lagoa das Sete Cidades. O executivo, entre outras medidas, decidiu ainda criar uma Reserva Parcial de Caça na freguesia de Guadalupe, na Graciosa, com uma área de 226 hectares.
Nesta reserva fica proibida a caça da codorniz e qualquer actividade que possa prejudicar o desenvolvimento desta espécie, numa medida que visa promover a «diversidade e a valorização dos recursos cinegéticos» daquela ilha."

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Árvores de Natal e o seu impacto ambiental.

Ontem falei pela primeira vez do Natal com uma amiga (ainda estamos no início de Dezembro e já somos há mais de um mês inundados com músicas e "espírito" natalício, já repararam?) e perguntei-lhe o que é que ela achava desta época. Encontravamo-nos à beira de uma àrvore de Natal artificial, ela antes de responder olhou para a árvore e apontou: - Vês? É tudo tão plástico. Hoje não vou falar do espirito do Natal, até porque nem é o sitio indicado para o fazer. Vou antes singir-me ao pormenor do plástico.
Chega por esta altura do ano e toda a gente anda entusiasmada com a grandiosa árvore de Natal, com os enfeites e com as luzes. Mas como devemos fazer a nossa árvore de Natal de modo a que o impacto ambiental seja menor? Já alguém pensou nisso?  
Pois bem, eu já. E fiz alguma pesquisa: «Os consumidores estão convencidos de que fazem ao planeta um favor ao comprar um falso abeto balsâmico fabricado na China em vez de comprar um pinheiro que foi cortado para uma temporada de festas. Alguns planejam usar a árvore artificial por 10 anos, o que equivale a 10 árvores reais que não serão cortadas. Agora, um estudo mais definitivo da questão real versus falso indica que uma árvore artificial teria de ser reutilizada por mais de 20 anos para ser mais ecológica do que comprar uma árvore recém cortada anualmente. Os cálculos incluem as emissões de gases de efeito estufa, o uso de recursos e os impactos na saúde humana. As emissões anuais de carbono associadas à utilização de uma árvore verdadeira todos os anos eram apenas um terço das emissões criadas por uma árvore artificial ao longo de um ciclo de vida típico de seis anos. A maioria das árvores falsas também contém cloreto de polivinila, ou PVC, que produz agentes cancerígenos durante a fabricação e descarte. (...) A balança pende a favor de árvores naturais por causa da maneira como são cultivadas e colhidas. As árvores produzem oxigênio, ajudam a fixar o carbono em seus galhos e no solo, e fornecem habitat para aves e animais. As fazendas produtivas também ajudam a preservar os espaços verdes e campos agrícolas, particularmente perto de zonas urbanas densamente povoadas, onde a pressão é intensa para o desenvolvimento. » (retirado daqui)
Enquanto estava a fazer a pesquisa, para além de ter ficado muito mais elucidada em relação às árvores artificiais vs naturais, comecei também a pensar no que via nos hipermercados. Hoje em dia, existem árvores de todas as cores, cor-de-rosa, azul, cinzento, etc. As pessoas querem ser cada vez mais arrojadas, mais criativas, mas caem sempre na típica "árvore de natal", só mudam cores. Assim, fugindo às árvores artificiais e até às naturais, propomos algo mais criativo e ecológico; árvores recicladas. Existem imensas ideias e formas de as fazer - porque não? Comecem desde já a inspirarem-se nas imagens :)

palavras verdes

Antes de mais, pedimos desculpa por não andarmos a actualizar este espacinho tanto quanto prometemos. A questão é que por vezes a vida troca-nos as voltas e o tempo não cresce. Contudo, tentaremos actualizar isto o máximo que o tempo e a disponibilidade permitir. 
Pedimos assim que não abandonem este cantinho verde, afinal é para vocês, para dinamizar e espalhar esta vertente/pensamento que criamos este blogue. Aceitamos sempre sugestões de artigos ou assuntos para falar aqui, podem sempre entrar em contacto connosco. E, caso o blogue não esteja a ser actualizado, têm sempre a nossa página no facebook para continuarem ligados. 

JUNTOS, SOMOS GRANDES.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Gary Yourofsky - melhor palestra de sempre.


Existem documentários que até têm mensagens interessantes, mas assim que olhamos para o tempo que temos que "aturar" aquilo desanimamos, e assim sendo o documentário não passa a mensagem que seria de esperar porque estamos demasiado concentrados no tempo que falta para este acabar. Pois, tal coisa não acontece com o vídeo que está ali em cima. Trata-se de uma palestra dada pelo Gary Yourofsky - activista dos direitos dos animais. Mas, esperem este não se trata de só mais um vídeo sobre o veganismo e o sofrimento dos animais perante as nossas escolhas, para além disso, trata-se de um vídeo que nos vai fazer pensar em todas as nossas acções e especialmente naquilo que dizemos que somos e no que realmente somos. Aconselho todas as pessoas a verem, o Gary fez aqui um excelente trabalho que deverá ser transmitido a tantas pessoas quanto possível. Peço para verem este de mente aberta (como está descrito no vídeo) e se alguém conseguir ver este vídeo sem sair incomodado ou pensativo em relação a alguma coisa que me diga.
Para mais informações: http://www.adaptt.org/

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Como ser vegetariano no Gêres

Para um vegetariano, acho que os verdadeiros problemas surgem quando temos que ir de férias e somos os únicos dessa "espécie rara" a comer a "ervinha". Como vegetariana há mais de dois anos, decidi-me a mostrar que às vezes não é assim tão difícil arranjar alternativas, o mundo até está preparado para nós e o que falta é um bocado de imaginação e vontade. Portanto, queridas pessoas que dizem que "ser vegetariano é muito difícil" eis a prova, como que consegui alimentar bastante bem no Gerês (terra de boas carnes).
Almoço na tenda; massa com cogumelos.

Prato Vegetariano do Restaurante do Parque de Campismo da Cerdeira; Tofu grelhado com legumes.
 Entretanto nos restaurantes fui pedindo para alterar os pratos (tirando o fiambre por exemplo) e comi umas belas saladas. Já para não falar que encontrei à venda na loja do parque de campismo vários hambúrgueres vegetais! Assim como assim, podem ver que  basta um bocado de motivação para continuar verde.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Lavagem de carro ecológica.

Ainda no seguimento deste artigo, resolvi explorar um bocadinho mais o relacionamento entre as férias, carros e as alternativas amigas do ambiente. Acontece que se por acaso decidirem ir passar uns dias pela montanha - como foi o meu caso - e levarem o vosso próprio carro (quer o partilhem com alguém ou não) quando chegarem a casa, para além de toda a limpeza da roupa e etc, existe também uma limpeza a pensar: a lavagem do carro. 
Em termos de arrumar e limpar o carro por dentro, os problemas nem são muitos. O problema reside na parte da lavagem. Desde o gasto de água até ao detergente que se usa. Antes de escrever este artigo, perguntei ao Nelson como é que ele lavava o carro dele e eis a solução: em vez de shampô para o carro usa o detergente da loiça da L'arbre Vert que é biodegradavél e não faz tão mal aos solos. Já no meu caso lavo os carros sempre ao fim do dia com ajuda de alguém, e assim enquanto passo o detergente no "bichinho" a outra pessoa pega na mangeira e rega o resto do jardim - que ainda é bastante grande.
Mas este é o nosso caso. Claro que existem muitas mais pessoas que nem sequer espaço para lavar os carros, portanto decidi-me a investigar mais opções para lavagem de carro. Porém antes de vos apresentar as soluções, acho importante de realçar que não é preciso estar sempre a lavar o carro, o exagero nunca é bom para ninguém, e às vezes limpar só os vidros com aquela àgua que se guarda de depois de lavar os legumes é uma solução, o caso que estou a apresentar é de quando vêm com o carro cheio de pó e sujidade que até atrapalha a circulação.
 Encontrei na minha pesquisa os centros de lavagem ecológica de automovéis, a  Stop & Wash, "é uma marca Nacional que introduziu em Portugal um novo e inovador conceito de limpeza e lavagem manual e ecológica de automóveis." De realçar que se gastam apenas 5 litros de água por lavagem e todos os produtos usados são biodegradáveis. Trata-se de uma empresa em desenvolvimento, porem já pode ser encontrada em vários postos, especialmente em centros comerciais. "Depois de ter o seu início no Centro Comercial Vasco da Gama em Lisboa, a marca depois de registada patenteou o equipamento de lavagem designado de – CAR WASH Mobile. Na sua expansão, resultou a presença em locais como Portimão (Continente), Faro,Beja, Montijo (Fórum), Lisboa (Amoreiras Shopping Center), Sintra, Aveiro (C C Glinicias), Figueira da Foz (E Leclerc) e Ilha da Madeira." Para mais informações contactem este site, onde se pode saber mais sobre esta empresa, e como chegar a eles assim como reservar o aparelho de limpeza e tudo mais... 
Mas a minha pesquisa não ficou por aí. Caso haja espaço em casa, e quem for um bocado "esquesitinho" em relaçao ao detergente da loiça, descobri aqui alguns produtos ecológicos como podem ver aqui e aqui. Aceitam-se mais soluções, até lá, tenham tento a lavar o carro e optem por medidas mais ecológicas.

domingo, 21 de agosto de 2011

Modo poupança de energia


Andavam as folhas a pesquisar por outras linguagens igualmente verdinhas, quando descobrem uma eco-ferramenta, que desde logo procurámos implementar aqui no linguagem das folhas com sucesso!
Quantas vezes não estamos a visualizar uma página na internet e nos ausentamos para ir à casa-de-banho, ou nos interrompem para irmos ver alguma coisa ou fazer qualquer coisa rápida, ou até para imprimir alguma coisa, etc.? Muitas vezes, concordarão comigo. Pois bem, mas se repararem, se tiverem a página deste blog aberta e se ausentarem (visitarem outras páginas/trabalhar noutros programas/etc..), ao fim de um determinado tempo, a página entra no modo poupança de energia, isto é, fica com um screensaver escuro, que permite a poupança de energia até que se volte a mexer com o rato na página.
Esta é uma ferramenta que obviamente não trará grandes poupanças de energia a nível individual, mas se falarmos a nível global, e com a implementação em todos os sites desta medida, os benefícios energéticos obtidos poderão ser consideráveis.
Foi obtida através do sítio www.onlineleaf.com, bastando para tal, copiar o código que eles disponibilizam. É fácil e grátis. O Online Leaf tem como objectivo tornar os websites mais amigos do ambiente, principalmente através da redução dos consumos de energia. Tal como explica nos sítio deles, "O nosso motor standby é o primeiro dos nossos produtos que oferece um modo simples e funcional de ajuda a reduzir a energia requerida pelo seu site. Oculta as animações pesadas, cobre a janela com cores escuras (em muitos casos, reduz o consumo de energia) e quebra fortemente a execução dos processos de fundo".

Partilhem esta eco-ferramenta!!! (:

Existem ainda outros sítios com a mesma preocupação e que após um registo, o vosso site pode receber um certificado em como é neutro em relação à emissão de CO2. Para tal, só têm que mostrar que conseguem compensar ou reduzir os consumos energéticos do vosso site com a realização de outras acções (plantação de árvores/recurso a energias renováveis/...)
Caso estejam interessados, visitem: www.co2neutralwebsite.com

sábado, 20 de agosto de 2011

Partilhar viagens (..e não só)

Em época de férias, que geralmente se traduz em viajar, divertimento, idas a festivais, concertos, praia, serra, etc., acontece que muitas vezes vamos para esses lugares acompanhados de malas e bagagens, o que nos dificulta a hipótese de nos deslocarmos de transportes públicos até o mais perto possível e depois deslocarmo-nos a pé ou até numa bicicleta alugada até ao local.. Assim, como esses lugares são geralmente frequentados por muitas pessoas, pode tornar-se útil conhecer alguns sítios onde arranjar informação acerca da partilha de viagens..
Nestes sítios podes pesquisar sobre boleias existentes ou criar a tua própria boleia, sendo para tal apenas necessário o registo no site e posteriormente colocar as mensagens oferecendo ou pedindo a boleia, indicando sempre o local do início da viagem e o local de destino.


Onde se pode ler: "São inúmeras as razões da adesão a uma modalidade de partilha de veículos. Para além dos benefícios que rapidamente se fazem sentir na vida particular de quem adere a esta iniciativa, através de um aumento e melhoria da mobilidade de cidadãos sem viatura própria, poupanças em combustível e desgaste de viatura, estamos a contribuir para uma utilização mais eficiente e racional de recursos limitados e poluentes, proporcionando assim ganhos ao nível ambiental que vão beneficiar toda a comunidade. O estilo de vida citadino revela-se, ao nível ambiental, insustentável a médio prazo, para além de que as filas intermináveis de trânsito e as horas perdidas em deslocações diárias casa-trabalho são um autêntico roubo à nossa qualidade de vida. Porque se as preocupações ambientais devem sem dúvida ser uma prioridade dos governos, cada um de nós, na sua actividade quotidiana não se pode demitir dessa responsabilidade.
O conceito é bastante simples: carpool significa partilhar viagens, dando ou aceitando boleia de alguém que vive ou trabalha próximo de si. Alguns utilizadores optam por um sistema rotativo partilhando custos, outros utilizam sempre o mesmo condutor, que pode inclusive levar várias pessoas, as quais contribuem para todos os custos relacionados com a viatura. Os benefícios são imediatos e globais: poupa no combustível, na manutenção da viatura, são menos automóveis na estrada e menos poluição no ar."


Onde se poder ler: "O www.deboleia.com é como um papel de parede onde condutores e passageiros vão deixando mensagens para que uns e outros interessados consigam encontrar com quem partilhar custos, conversas e tempo de condução, bem como a alegria de contribuir para um ambiente mais saudável e um trânsito menos stressante.
A questão da segurança é uma das que mais nos é colocada. O que sugerimos é bastante simples e já funciona na prática.
Eis o que fazer para garantir a tua segurança. É muito fácil:
- pede o nome e o número do bilhete de identidade à pessoa com quem irás viajar.
- passa estes dados a alguém próximo como a tua mãe, o namorado ou namorada, o teu melhor amigo ou amiga.
- combina o início da boleia num lugar movimentado. 
- faz a confirmação dos dados antes do início da boleia.
Para além disto, o quadro fica perfeito se verificares todos os documentos que achares necessários, incluindo cartas de condução e documentos do veículo.
Vais ver que com tudo isto vais fazer uma viagem porreira.."

Estes sítios oferecem ainda serviços e condições para empresas.

Existe também um serviço de aluguer de carros, o Mob Carsharing, lançado pela Carris, que permite ao utilizador muito fácil e rapidamente alugar um carro, "é um serviço de aluguer de automóveis à hora, que permite aos clientes reservar um automóvel através da internet ou do telefone e tê-lo disponível no minuto seguinte."
O grande objectivo deste tipo de serviços aposta na redução da compra de automóveis.  "Por saber que facilmente tenho um carro disponível num caso de necessidade, posso optar por não comprar um (ou numa versão mais à portuguesa não comprar o segundo ou terceiro carro da família..." e "...como "efeito colateral", o car-sharing leva também à diminuição na circulação automóvel porque ao não terem um carro imediatamente disponível, as pessoas apenas o vão usar quando há realmente necessidade para isso." Promove assim a racionalização dos recursos energéticos.
Mais informação sobre este serviço em: www.mobcarsharing.pt


O fascinante na partilha de viagens não é só a vertente ambiental, com a redução de emissões e recursos consumidos, mas também é a partilha de conhecimentos, histórias e quem sabe a criação de grandes amizades..


Nem sempre se consegue encontrar um carro com lugar disponível, ou pessoas disponíveis para viajar connosco.. Nesses casos, aconselho a arriscarem.. vão de transportes públicos até perto do local e depois peçam boleia a locais.. resulta! (:

Se estiver interessado em obter mais informações sobre a mobilidade sustentável, aconselho o blog: Menos Um Carro

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Gelado de banana (vegan)


Começaram a chegar as grandes temperaturas de Verão e, como tal, tudo o que apetece - pelo menos a pessoas gulosas como eu - é um gelado bem fresco (para evitar o ar condicionado) como o da figura ali de cima. Mas para além das calorias, se pensarmos em termos ecológicos, vamos ver que os recursos usados para fazer um gelado ainda são alguns, especialmente se tivermos em conta que gelados vegan (isto é, sem ingredientes de origem animal) são praticamente inexistentes.
E eis que a novidade surge, quando andava eu a procurar receitas vegan, quando encontrei a receita mais fácil do mundo deste belíssimo gelado (sim, sim, estou a falar do gelado da fotografia!). Encontrei a receita neste site  e devo-vos dizer que é a receita mais fácil de elaborar de sempre. Se entrarem no site têm a receita completa em inglês, se não, passo a explicar. 
Primeiro cortam as bananas às rodelas ecolocam-nas no congelador. Esperam até que fique congelado. Depois tiram do congelador e picam a banana congelada (cuidado para não derreter) na picador, et voilá, o gelado fica feito e com uma textura óptima! 
Sem calorias típicas de um gelado, delicioso e sem ingredientes animais.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tribo do Sol, loja de roupa.

Há uns tempos andei feita maluca à procura de roupa "amiga do ambiente". Procurei lojas de roupa usada, mas tudo o que eu via não me parecia adequado porque não me identificava de maneira alguma com aquelas peças de roupa, até porque a maior parte não passava nenhuma mensagem (coisa a que dou muito valor) e nem sequer encontrei vestuário (BARATO!!) de algodão biológico. Até que me lembrei de uma loja que vizitei à uns anos na Praia da Barra, Aveiro. A loja da Tribo do Sol.
A Tribo do Sol não é mais uma daquelas marcas de roupa que só existe para vender, nem para agradar. Ela tem significado e razão de ser, assim como se pode ler no site deles (http://www.tribodosol.net)  "Pretendíamos, sim, criar a TRIBO DO SOL – um espírito de união entre diferentes tendências, grupos e posturas – que representa-se uma filosofia de vida e, acima de tudo, um sonho tornado realidade. Desde o início que procuramos transmitir, através dos produtos que criamos, uma diferente maneira de estar – mais positiva e alegre –, tendo sempre o Sol como fonte inspiradora e a Amizade como elo de união."
Mas, esta loja não é só uma loja que passa no seu vestuário mensagens positivas. "A TRIBO DO SOL é uma marca de roupa e acessórios 100% portuguesa, facto no qual temos muito orgulho. Tudo na TRIBO DO SOL é por nós criado, desenvolvido, produzido e distribuído. Procuramos sempre a melhor qualidade nos materiais utilizados, desde a confecção à estampagem, e trabalhamos para que quem escolhe TRIBO DO SOL se sinta bem com o que veste e usa."
Talvez esta marca nem seja feita de algodão biológico, mas ao menos é portuguesa e em todas as etiquetas tem escrito "Protege a Natureza", já para não falar que já tenho camisolas de lá há dois anos que já passaram por campismos e verdadeiras lutas na lama e ainda continuam como novas. Fica aqui a dica, vale a pena experimentar.

“One Love, One Planet, One Soul, One People”

quarta-feira, 1 de junho de 2011

E na natureza as crianças de hoje são os Sobreiros e a Cortiça!

Hoje é normal andar tudo centrado no dia da criança. Desde há uns anos para cá a coisa pareceu tornar-se moda. Mas deixem-me dizer-vos que para este dia não é só das crianças, mas também dos Sobreiros e da Cortiça. E desta vez, não é para lhe darmos prendas, nem lhes ligar este dia em especial e os ignorar nos outros. Desta vez, é só e meramente para lhes adquirir e reforçar a sua imensa importância no planeta em que vivemos, na natureza que desfrutamos.
De todo o espaço mundial, Portugal está em primeiro lugar no país com mais áreas de sobreiro. Seguido da Alemanha e da Espanha. A sua importância reflecte-se a nível ecológico e sócio-económica. Encontra-se pelos lados do Tejo a maior área de Sobreiros no nosso país, mais especificamente a norte. A principal utilização do sobreiro é a produção de cortiça, o único produto do qual Portugal é o primeiro produtor mundial. Portugal produz 52% das 300.000 toneladas produzidas anualmente a nível mundial, destinando-se a quase totalidade da cortiça transformada em Portugal (cerca de 90%) à exportação, com a indústria vinícola a absorver mais de dois terços da produção.
Assim, hoje deixo o apelo, de se lembrarem destas magnificas árvores. O apelo de não as deixarem desaparecer. Protejam-nas e plantem-nas. O meio ambiente agradece e a bolsa de Portugal também. Um feliz dia nacional do sobreiro e da cortiça para todos. :)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Emissões de gases com efeito de estufa caíram 7,1 por cento na UE em 2009

Para balançar a má noticia do post anterior, hoje a Ecosfera publicou a seguinte noticia: 
 As emissões de gases com efeito de estufa (GEE) baixaram 7,1 por cento nos 27 Estados membros da União Europeia em 2009 em relação ao ano anterior, revelou hoje a Agência Europeia de Ambiente.
De 2008 a 2009, a União Europeia (UE) a 27 emitiu menos 354 milhões de toneladas, segundo o relatório da agência com os dados mais recentes sobre o inventário de emissões poluentes.
Durante esse período, Portugal registou uma descida de 4,3 por cento, traduzida em menos 3,4 milhões de toneladas. Na UE a 15, Itália e Espanha foram os países que registaram uma redução maior nas emissões de GEE, 9,3 e 9,2 por cento, respectivamente. Por seu lado, na UE a 27, essa posição vai para a Estónia, com uma diminuição de 16,1 por cento.
As emissões de GEE dos sectores da aviação e navegação caíram 8,6 por cento entre 2008 e 2009. Estes dois sectores representam, actualmente, 6,3 por cento das emissões totais da UE a 27.

Recessão e renováveis

A agência europeia explica estes dados com a “recessão económica e o aumento da energia renovável no consumo final de energia”.
A recessão, que afectou todos os sectores económicos da UE, “levou a uma diminuição do consumo de energia”, segundo o relatório. “O consumo de combustíveis fósseis caiu, em comparação a 2008, principalmente o carvão”.
“Apesar de muito da redução dos gases com efeito de estufa se dever à recessão, estamos a começar a ver resultados das políticas da UE e dos Estados membros no sector das renováveis”, comentou Jacqueline McGlade, directora-executiva da Agência Europeia de Ambiente. O consumo de renováveis aumentou 5,8 por cento na UE a 27.Alargando o período de análise para os últimos 20 anos, a agência constata uma redução das emissões totais de GEE na UE a 27 na ordem dos 17,4 por cento.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Emissões mundiais de CO2 atingiram recorde histórico em 2010.

Ao que parece todo o esforço que uma parte da sociedade anda a fazer para parar de destruir o que não é nosso - mas sim do que fazemos parte -, não está a resultar. Com este artigo, retirado da Escosfera, Público, temos noção que as coisas pelas quais estamos a lutar, estao a ficar em maus lençois. E aqui incluimo-nos nós - a nossa vida neste planeta tende a estar em muitos máus lençois.  Porém apesar de todas estas más noticiais, não vamos desistir! Desistir não pode ser sequer uma opção. Continuamente a lutar. Afinal, é o planeta onde vivemos. De qualquer forma, mais vale darmos uma vista pela realidade dos dias de hoje e mostrá-la ao maior número de pessoas possiveis - pode ser que se apercebam da situação.

"As emissões de dióxido de carbono (CO2) ligadas ao consumo de energia em 2010 foram as mais elevadas de sempre. A Agência Internacional de Energia avisa que limitar o aumento da temperatura aos 2ºC, considerado um limite de segurança, poderá estar fora de alcance.
Depois de uma diminuição durante o ano de 2009, causada pela crise financeira global, “as emissões terão aumentado para um recorde de 30,6 Gigatoneladas (Gt), uma subida de cinco por cento em relação a 2008, o ano recorde anterior, com níveis de 29,3 Gt”, informa a Agência Internacional de Energia (AIE) em comunicado.
Além disso, 80 por cento das emissões do sector da electricidade previstas para 2020 já estão garantidas, uma vez que serão da responsabilidade de fábricas já em funcionamento ou em construção.
“Este aumento significativo das emissões de CO2 e as emissões futuras já garantidas representam um sério revés para as nossas esperanças de limitar o aumento global da temperatura a não mais de 2ºC”, comentou Fatih Birol, economista principal da AIE.
No ano passado, os líderes mundiais aceitaram a meta de limitar o aumento das temperaturas em 2ºC. Para que este objectivo seja alcançado, a concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera, a longo prazo, deve ser limitada ao equivalente a 450 partes por milhão (ppm) de CO2; apenas um aumento de cinco por cento em relação às estimadas 430 ppm registadas em 2000.
De acordo com as estimativas da agência, para chegar à meta dos 2ºC, as emissões devem subir na próxima década menos do que subiram entre 2009 e 2010.
"Estou muito preocupado", admitiu Birol ao jornal britânico "The Guardian". "Está a tornar-se extremamente difícil continuar abaixo dos 2ºC. É isso que os números dizem".
De acordo com a agência, em 2010 o carvão foi responsável 44 por cento das emissões de CO2, o petróleo por 36 por cento e o gás natural por 20 por cento.
“As nossas estimativas mais recentes são um aviso, um sinal de alarme”, disse Birol. “O mundo já chegou incrivelmente perto do nível de emissões que só deveria ser alcançado em 2020, se quisermos cumprir a meta dos 2ºC”, acrescentou o especialista.
“Tendo em conta que temos cada vez menos espaço de manobra até 2020, e a menos que sejam tomadas decisões ambiciosas muito brevemente, será extremamente difícil conseguir os 2ºC.”
John Sauven, director-executivo da Greenpeace no Reino Unido, disse ao "The Guardian" que "esta notícia deveria chocar o mundo. Mas mesmo agora, os políticos das grandes potências estão a tentar encontrar formas arriscadas para estrair as últimas reservas mundiais de combustíveis fósseis, mesmo no Árctico. Não se apaga um incêndio com gasolina. Agora, cabe-nos a nós pará-los"."

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Eco Festival Salva a Terra

Entre os dias 9 e 12 de Junho de 2011, realiza-se em Salvaterra do Extremo (perto de Idanha-a-Nova, Castelo Branco) um Eco Festival organizado em conjunto pela Quercus e pelo grupo musical Velha Gaiteira. Com este Eco Festival pretende-se angariar fundos para o CERAS - Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco.

Actividades previstas:

Concertos:
  • Velha Gaiteira;
  • Pé na Terra;
  • Uxu kalhus;
  • Sebastião Antunes;
  • Charanga;
  • Ninho;
  • Frankie Chavez;
  • Didgenbass;
  • Xícara;
  • Sabão Macaco.

Dj's:
  • DJ Rosmanix;
  • DJ Zeek & Trasgo;
  • DJ António Pire - DJ Raquel Bulha (Dj batle).

Percursos pedestres:
  • Património construído de Salvaterra do Extremo;
  • Rota dos abutres;
  • Geologia;
  • Rota do contrabando.

Workshops Ambientais:
  • Charcos com vida;
  • Construção de marionetas (reutilização de materiais);
  • Fotografia de Natureza;
  • Biopesticidas, insecticidas e adubos caseiros;
  • Fotografia Macro.

Workshops para crianças:
  • Hortas em caixotes de fruta;
  • Comedouros para aves;
  • Construção de casas-ninho para insectos benéficos;
  • Comedouros para aves;
  • Construção de marionetas (reutilização de materiais).

Workshops de Música/dança:
  • Danças tradicionais;
  • Didgirido (construção e toque);
  • Adufes.

Conferências:
  • Condomínio da Terra- Paulo Magalhães;
  • Significado: a musica portuguesa se gostasse dela própria- Tiago Pereira.

Outras Actividades:
  • Passeios de bicicleta e de burro;
  • Jogos Tradicionais;
  • Contadores de Histórias;
  • Banhos no rio.



A inscrição pode ser efectuada através do preenchimento deste formulário:

    Bilhete Geral 
     As crianças até aos 12 anos não pagam, a não ser que participem nos ateliers (5€/atelier/criança)
38€ (desconto 5% para grupos >10 pessoas)
Se vier em transportes públicos, desconto de 1€ no preço do bilhete geral.
O que inclui bilhete geral?
Acesso a todas as actividades - concertos, workshops, percursos pedestres, conferências; Uma refeição; caneca do festival; Campismo; Seguro acidentes pessoais x 3 dias
    Bilhete Diário 
15€
Pack família: 2 adultos+2crianças até 12 anos=40€ 

Mais informações:
salva.a.terra@gmail.com

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Energy, let's save it!

 

Qualquer família, pode tornar-se uma super eco-família, se assim o quiser. Sigam algumas das ideias que estão descritas no vídeo acima e já é bom para começar esta caminhada :)

sabiam que (...)

por um banho interrupto de 15 minutos,  135 litros de água são gastos?!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Guardanapos? só se for para não servirem de alimento aos sapos.

Sabiam que os guardanapos de papel demoram 600 anos a decomporem-se totalmente? 
Hoje começa a usar guardanapos de pano, podes aproveitar de roupas e tudo. Fácil e barato.

sábado, 12 de março de 2011

código mundial de defesa da natureza. (!!!)

sempre que se sentirem em baixo ecologicamente, não se esqueçam disto. *


Respeitarei todas as formas de vida, porque cada uma delas é um elo da corrente que sustenta a vida na Terra.
Retirarei da natureza somente o que pode ser substituído, para que nenhuma espécie desapareça da Terra.
Não comprarei produtos relacionados com animais e plantas em vias de extinção ou florestas ameaçadas de desertificação.
 Não poluirei o ar, solo ou a água.
Manterei o ambiente à minha volta limpo e respeitarei o ambiente, onde quer que vá.
Chamarei a atenção para casos de poluição e para quaisquer outras formas de abuso da Natureza.
Não desperdiçarei combustível ou energia.
Deliciar-me-ei com a beleza e as maravilhas da Natureza toda a minha vida.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Autocolantes de parede com mensagens ambientais.

«As coisas valem pelas idéias que nos sugerem.»

Machado de Assis

A empresa britânica HU2 produz uma variedade de decalques de parede, para decoração, com uma mensagem ambiental, que lembra os utilizadores de desligar as luzes e tirar os equipamentos da ficha. Os autocolantes de parede são motivos divertidos que conseguem trazer alguma originalidade à casa, mas porque não torná-los úteis e eco-responsáveis?…
Um dos adesivos, por exemplo, retrata uma torneira verter dinheiro e está desenhado para ser colocado perto de um interruptor de parede. Outro usa a imagem de um hamster a correr numa roda para relembrar acerca da necessidade de conservar energia. Outro dos autocolantes, ainda, diz que “não é preciso manter um portátil ligado depois da sua bateria ter sido carregada”.
Os autocolantes, que mencionam ainda a conservação da água e a poupança de electricidade, estão à venda a partir de 12,90 libras esterlinas (perto de 15 euros, considerando as taxas de câmbio actuais). Os objectos são feitos de vinil, podem ser comprados online e são enviados para todo o mundo em embalagens amigas do ambiente.

retirado daqui.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Tendência Positiva


Para aqueles que ainda não acreditam que a acção individual pode causar grandes mudanças e que a nossa boa acção pode motivar boas acções por parte dos que nos rodeiam, partilho aqui mais uma notícia.
Muito resumidamente, a notícia refere que cada vez mais as grandes empresas estão a focar os seus objectivos e valores tendo por base a sustentabilidade, e pode ser lida na íntegra aqui. No entanto, decidi colocar aqui alguns parágrafos que achei mais interessantes.


"Bruno Berthon viajou por dezenas de países e entrevistou, cara a cara, dezenas de CEO para lhes perguntar o que pensam da sustentabilidade. “Nas entrevistas todos começaram por dizer que a sustentabilidade é muito importante”, contou o especialista francês. É claro que nem todas as empresas estão a fazer aquilo que dizem querer fazer. Mas Bruno Berthon disse, em entrevista ao PÚBLICO, que está optimista. “Ainda estamos na turbulenta fase da ‘adolescência’, estamos só no começo. Mas a verdade é que as empresas decidiram não esperar pelas orientações dos governos sobre como fazer as coisas. A falta de vontade política tem sido uma decepção. As empresas estão a reagir de forma pragmática e pró-activa, definindo os seus próprios padrões”, contou. “Hoje, os CEO estão a ligar a sustentabilidade ao valor da sua empresa, inovam, têm programas energéticos, dão formação aos seus funcionários e começam a avaliar a realidade do seu compromisso.” "

..e esta é a realidade!! As empresas estão a mudar!! Se ainda são poucas empresas, se algumas apenas estão a mudar por causa do dinheiro e não mudam de valores e se outras dizem que mudam, mas é tudo fachada, eu concordo!! Mas a verdade é que também há algumas que mudaram mesmo, e é nessas que temos de apostar!! Alguns exemplos de empresas que apostam na sustentabilidade são apresentados na noticia.


..e isto é o fulcral da notícia. As empresas mudam porque os consumidores mudam! ..e é assim que devemos pensar, para que não aconteça o contrário, para não nos deixarmos controlar pelo interesse do lucro fácil das empresas, para que o mais barato hoje, amanhã não nos saia muito mais caro (a nós ou aos nossos descendentes).

Esta notícia deixou-me feliz porque acaba por recompensar todos aqueles que se esforçam para mudar o que está mal e procuram o caminho da sustentabilidade, e todos os bons resultados alcançados (seja com  petições, protocolos de Quioto, organizações não governamentais, acções de voluntariado, etc..) devem ser divulgados, não só para recompensar e motivar aqueles que pensam na sustentabilidade do planeta antes de fazerem uma qualquer acção, mas também para começar a mostrar aos mais pessimistas que afinal a acção de cada um de nós conta (e muito), ou será ainda necessário voltar a falar no projecto Limpar Portugal?


Foto retirada de: aqui.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ECONAUTAS 2.0.

ECONAUTA 2.0 = PESSOA ECOLÓGICA + INTERNAUTA , ESTE NOVO CONCEITO DEFINE AS PESSOAS QUE TIRAM O MELHOR PARTIDO DA INTERNET E DAS REDES SOCIAIS PARA SEREM MAIS ECOLÓGICAS E MAIS ACTIVAS EM TERMOS DE CUIDADO E PROTECÇÃO AMBIENTAL.

A internet, as redes sociais, assim como a ecologia, são dois temas que têm dado que falar. Ambas as coisas são importantes e como tudo, é preciso arranjar um equilíbrio para as conciliar e juntar. É preciso estar informado e manter-se activo na sociedade, mas é muito importante também saber até que ponto é que se deve usar a informação e também a que informação aceder. Nos dias de hoje existem cada vez mais pessoas que escolhem usar e divulgar a informação para beneficio do mundo e não só para si próprios. Usam a infomação e a internet aliada á ecologia.
Mas em que medida é que a internet pode realmente ser positiva e favorável? Decidi destacar oito factores simples e eficazes que para além de sobrecarregarem o planeta um bocado menos como é habitual, também nos facilitam a vida.
Uma das razões – sendo esta uma das mais famosas e utilizadas – é a de com as redes sociais poder-mos contactar com as pessoas que estão longe (ou pelo menos nem sempre estão perto) com uma simples mensagem no facebook, no twitter e até na caixa de e-mail, sem gastar dinheiro, tempo e claro, sem gastar papel em cartas. Comunicar com o estrangeiro, por voz pela internet, também é uma maneira de reduzir o gasto de energia e dinheiro em telefones, basta aceder ao site www.skype.com ou www.voipbuster.com para poder começar a comunicar a milhões de quilómetros de distância.
Existem também maneiras de receber os extractos do banco e as facturas de todos os serviços de modo online, poupando-se assim uma série de papéis e papeizinhos. Uma óptima opção de leitura, cada vez mais utilizada, é a leitura de revistas, jornais diários e livros, disponíveis na internet. Ao lê-los online poupa não só papel, como tinta e assim o impacto que tem a produção de jornais.
Pela internet pode também poupar as suas emissões de C02 se optar por mandar as suas fotografias (tanto pessoais como profissionais) através de serviços como o www.yousendit.com ou o www.wetransfer.com que permitem carregar ficheiros até 100Mb. Associando a redução das emissões de CO2 e do papel, pode também optar por começar por comprar as suas viagens online (prefira sempre ir de comboio ou de transportes verdes). Pode ainda começar a realizar as suas compras online: poupa tempo, dinheiro (porque não compra coisas inúteis porque não as vê), os resíduos que produz, as emissões de CO2 e o consumo de sacos de plástico, se ainda usa.
Por último, mas não menos importante, pela internet pode também promover campanhas pelo ambiente e acções de recolha de lixo, participar em blogues, fóruns e debates online para partilhar as suas ideias e encontrar novas soluções. Concluindo, o uso da Internet pode até ser uma das acções que mais ajudam e favorecem um estilo de vida mais verde, desde que seja correctamente usado.

Ver mais aqui: http://econautas.wordpress.com/

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

este é o nosso mundo, bem-vindos.



A mudança é possível, assim como a esperança.
Mantenham-se positivos, mantenham-se juntos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Transgénicos – Solução para a fome mundial ou uma porta para um pesadelo ambiental? #

Quando os primeiros transgénicos começaram a aparecer, o rosto de quase todo o mundo se voltou para eles com um rosto iluminado de esperança. Pensou-se que a solução para a fome mundial tinha chegado, uma vez que os alimentos transgénicos, obtidos a partir de técnicas da engenharia genética, produzem o seu próprio pesticida de modo a afugentar as pragas, o que sem dúvida alguma aumenta a produtividade (que é o sonho de qualquer agricultor). Pensava-se também que os alimentos transgénicos não tinham nenhum factor prejudicial á saúde humana. No resumo, com o conjunto de todos estes factores, os alimentos transgénicos, tornavam-se assim a solução perfeita para grande parte dos nossos problemas.
Mas aí é que nos enganamos. Aliás, a verdade sobre os transgénicos ainda não é levada muito a sério, uma vez que os estudos realizados, digamos que são poucos conhecidos. Só que, em parte, os efeitos prejudiciais dos transgénicos são também uma questão de lógica. Ora vejamos, se as espécies transgénicas produzem o seu próprio pesticida, dentre de anos as pragas conseguiram mecanismos de resistência que transmitiram às gerações futuras, implicando uma dependência absoluta de novos e mais perigosos pesticidas sintéticos. Esses sintéticos por sua vez iram entrar no sistemas de todos os alimentos, que mais tarde ou mais cedo acabaram por chegar ao topo da cadeia alimentar – nós.Porém as consequências dos transgénicos não ficam por aqui. O milho é dos alimentos mais geneticamente modificados. Com a proteína B+ o milho transgénico mata a pirale – principal praga desta cultura – mas ao matar esta mata também a crisopa que por sua vez come o parasita do milho, que é resistente á proteína B+. Quem irá então comer esse parasita uma vez que o seu principal predador foi morto pela proteína B+, que nada pode fazer em relação ao parasita? A resposta está em mais químicos para os nossos alimentos e para o nosso corpo.
Para avaliar as consequências dos alimentos transgénicos na saúde dos seres vivos, realizaram-se vários estudos. Um deles consiste em alimentar joaninhas com afídios que tinham crescido com batatas transgénicas o que se sucedeu foi que a vida média das joaninhas foi reduzida para metade e puseram menos ovos. Outro estudo, este realizado com ratos, consiste em alimentar os animais durante dez dias com batatas transgénicas. Ao fim desses dias reparou-se que os ratos continham alterações altas e significativas no peso, assim como no sistema imunitário, no baço e no timo.
Os alimentos mais utilizados como transgénicos são o milho e a soja. Para saber o que está a ingerir, antes de comprar o que quer que seja para a sua alimentação verifique cuidadosamente o rótulo de modo a saber se está a consumir ou não “alimentos geneticamente modificados”, pois basta olhar para as evidencias e notar que bem á saúde não podem fazer. Nem á saúde, nem ao mundo. Assim concluímos que para além de não ter sido nenhuma solução para a fome mundial, os alimentos transgénicos são uma solução para o crescimento de ainda mais doenças a nível mundial.

Para mais informações contacte:

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Mosteiro de Tibães ~um paraíso verde a visitar.

 Ontem, dia 16 de Janeiro, desloquei-me até ao distrito de Braga mais precisamente até ao Mosteiro de Tibães. O mosteiro em si, não me chamou muito á atenção, na verdade. Sempre fui mais dotada a espaços verdes e é sobre isso que quero falar hoje. Estou habituada a viajar e ver grandes beldades da natureza, especialmente espaços verdes. Mas, o que vi ontem fascinou-me de certo. Em torno de todo o mosteiro encontra-se um gigantesco bosque, onde se destacam eucaliptos e pinheiros seculares que no seu conjunto servem de refúgio e habitat a centenas de espécies da nossa fauna e flora.
Existem dois percursos que a organização do mosteiro sugere, um marcado com a cor vermelha, e outro com a cor verde. O da cor verde – que foi o que eu fiz, pois não dispunha de tempo – demora cerca de 45min, enquanto o da cor vermelha demora 1h30min. Suponho que este último o irei realizar quando tiver mais tempo. No percurso que realizei, visualizei desde cavalos a pequenas hortas, a fontes, a minas de água, a lagos e pomares. A beleza deste pedaço da Natureza é indescritível. Porém para além disso, o que me fez escrever este artigo foi o facto de no mosteiro existirem várias actividades aliadas ao ambiente. No sábado, isto é dia 15 de Janeiro houve até um curso de apicultura em modo de produção biológico mas também já houve lá actividades como: desfolhadas, cursos sobre cogumelos e os vários tipos de árvores, “á noite com os morcegos”, entre outros. Para quem for adepto do yoga existe também yoga todos os sábados às 11h gratuito até aos 15anos e a partir dessa idade com um preço de 2,50 euros. (as inscrições são obrigatórias até ás 18h de sexta feira.)
Assim sem mais demoras, sugiro a todos que visitem este mosteiro (mas principalmente este belo “jardim”) e se possível aliem essa visita às actividades realizadas. (ver aqui programa de actividades) Para mais informações contactem:

domingo, 16 de janeiro de 2011

O pinguim-rei quer ficar só com a coroa, e deixar os anéis!

Nem todas as aves voam. Existem, de facto, algumas que fizeram “escolhas” diferentes. Os pinguins, presentes apenas no hemisfério austral, onde vivem e nidificam nas costas da Antártica e das terras mais próximas, são as aves que melhor se adaptaram à vida em ambiente marinho. E conseguiram-no compensando a perda da capacidade de natação, rivalizando com as focas graças às asas estreitas, semelhantes a barbatanas, e à forma hidrodinâmica do corpo. Se puderam renunciar ao voo, foi porque no ambiente em que vivem não há predadores terrestres e todos os alimentos se encontram debaixo de água, consequentemente os pinguins são considerados uns dos predadores que ocupam o topo da cadeia alimentar.
Por essa razão e por se habitarem em latitudes muito altas – o que possibilita um melhor estudo das consequências das alterações climáticas – o pinguim rei (aptenodytes patagonicus) foi escolhido para um estudo intensivo nos últimos anos para que pudessem avaliar a capacidade de adaptação ás mudanças climáticas nos ecossistemas marinhos. Assim, como acontece desde o século XVIII, os biólogos que estudam os animais marcam-nos com anéis para os reconhecerem e poderem tirar conclusões sobre o seu comportamento, pensando que estes anéis seriam inofensivos sobre a vida do animal.
Porém, resultados de um estudo realizado na Universidade de Estrasburgo (França), juntamente com colegas de organizações norueguesas mostram que “estes anéis reduzem a propulsão durante a sua natação e a sua eficiência para escapar a predadores ou para encontrar alimento” explica Yvon Le Maho autor do estudo e investigador da Universidade. Os autores deste trabalho comparam o comportamento dos pinguins marcados com os anéis com os pinguins que não possuíam anéis. Os resultados foram surpreendentes e invocáveis. Os animais que transportam os anéis levam mais tempo a chegar á zona de reprodução, nadam pior e perdem mais tempo à procura de comida. O que, no final, gera uma produção de 40% menos crias em aves marcadas e uma diminuição de 16% na taxa de sobrevivência destes animais. E, como o estudo demorou 10 anos a ser realizado, os cientistas também concluem que os pinguins nunca se chegam a adaptar aos anéis nem aos efeitos negativos que têm na sua capacidade de nadar, o que totaliza, como já se viu, enormes prejuízos para esta espécie.
Concluindo assim, está na hora de deixarmos de estudar os pinguins com estes anéis e tentar arranjar outra maneira. E, se calhar também está na altura de ver os efeitos que os anéis utilizados noutros animais têm na sua vida.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Entre o paraíso e a fortuna.

Em 2007 foi comprada uma das ilhas Virgens Britânicas, de nome Mosquito, situada nas Caraíbas. Esta ilha tem a particularidade de ser constituída por 49 magníficos hectares que á priori seriam destinados para ecoturismo, um sonho do comprador inicial, Richard Branson – multimilionário britânico que possui 51 por cento das acções da Virgin Atlantic (o ramo da aviação) e da Virgin Rail (de exploração do turismo ferroviário).
Quando adquiriu Mosquito, Richard Branson disse que pretendia que a ilha caísse «em mãos erradas e fosse arruinada». A sua ideia era nos cinco anos seguintes á compra da ilha se começasse a formar aí um paraíso ecológico, e uma fulgurante floresta tropical. Porém o que se sucedeu, foi que o sonho foi... vendido. Quem comprou a ilha da esperança ecológica foi Split Holdings e não se encontra uma razão aparente para a venda. Existem rumores que os planos de Branson para a ilha não teriam contado com a melhor aceitação do governo das ilhas virgens britânicas. Mas não há nada em concreto.
Por fim, os balanços financeiros mostram que no primeiro trimestre de 2010 a actual dona da ilha registou perdas de mais de 120 milhões de euros, contra um lucro, no ano anterior, de 61 milhões. A questão põe-se: será justificável tamanha desistência de um sonho? Esperemos que com os números alastradores do prejuízo a actual dona, siga o sonho de Richard.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O mercado da Agricultura Biológica (Update)


Com a leitura da reportagem da revista Visão intitulada "A verdade sobre os alimentos biológicos", apercebi-me que afinal já existem mais superfícies de média dimensão dedicadas à comercialização de produtos biológicos. Desta forma (e para que não pensem que estamos a favorecer alguém), deixo-vos aqui os endereços da loja de produtos biológicos Miosótis que fica pertinho do Campo Pequeno (assim como do blog com todas as novidades desta mesma loja) e da cooperativa Biocoop que fica no Prior Velho, e portanto ambos em Lisboa. Nessa mesma reportagem são ainda referenciados os mercados do Princípe Real (centro de Lisboa), Matosinhos, Aveiro, Oeiras, Cascais e Algés. Para breve está a abertura de um outro no Largo de Santos, em Lisboa.
Embora ainda não tenha confirmado, através de uma amiga minha, soube que em São Pedro de Sintra também existe um mercado dedicado aos produtos biológicos que se realiza nos 2ºs e 4ºs domingos de cada mês.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tecnologia verde


Nos dias de hoje, quer queiramos, quer não, a tecnologia está presente em praticamente todo o lado. Apesar de muitas vezes ser desnecessária e até prejudicial, a verdade é que noutros casos ela é essencial e permite o desenvolvimento da sociedade humana, quer seja ao permitir deslocarmo-nos mais depressa, quer seja a fazer cirurgias quase impossíveis, produção de energia eléctrica através de fontes de energia renovável, .., etc, etc.
Dado este papel cada vez maior da tecnologia na nossa sociedade, e uma vez necessária, cabe-nos a nós optar pela "tecnologia verde", a tecnologia que por umas razões ou por outras é menos prejudicial à saúde do nosso planeta. É com o intuito de facilitar a escolha dos produtos tecnológicos no acto de comprar que a Greenpeace criou um guia com os produtos electrónicos mais ecológicos (Greener Electronics Guide) que pode ser consultado aqui.

Este guia foi agora actualizado após a terceira edição da competição Greener Electronics Survey em que 18 fabricantes de computadores, portáteis, telemóveis, televisores, etc.. divulgaram os seus produtos mais ecológicos. Concluiu-se que apesar de o uso de materiais não recicláveis ainda ser muito alto, houve uma redução de produtos tóxicos na produção dos produtos e um aumento da eficiência energética. Na minha opinião, acho que a utilidade destes rankings é mesmo esta, o pressing para que as marcas fabriquem os seus produtos cada vez mais "verdes". Para que o pressing seja realmente eficiente, é necessário que as pessoas conheçam o ranking e na hora de comprar estes produtos não liguem apenas ao custo inicial dos produtos, mas também a todas as externalidades escondidas, algumas tidas em conta  na avaliação dos produtos para a elaboração deste ranking, seja (como já foi referido) a utilização ou não de produtos tóxicos, a quantidade de materiais recicláveis, até às condições da mão-de-obra, poluição gerada com o transporte, etc..



Deixo-vos portanto o endereço da página criada pela Greenpeace para a divulgação deste ranking, onde podem consultar o ranking das marcas ao longo dos anos, fazer o download do guia que contém informação mais detalhada acerca das práticas ambientais de casa marca, ver notícias relacionadas, etc. e aproveito para também deixar uma notícia que serve de exemplo onde pode ser empregue muita "tecnologia verde", na contrução de edíficios sustentáveis (clique aqui).

Informação recolhida de aqui, aqui e aqui.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Qual é o fim da "História destas abelhas"?

Para quem já viu o filme "Bee - A história de uma abelha" da DreamWorks, o que vou escrever agora vai parecer um bocado irreal. Para quem não viu o filme, deixem-me esclarecer-vos: o filme retrata uma revolução das abelhas porque os humanos lhes retiraram o mel, e com essa revolução (onde todas as abelhas se recusam a produzir mais mel) o mundo ressente-se passando a ficar sem flores e mesmo até sem cores. O que se passa nos nossos dias não é assim tão diferente.
É sabido a importância das abelhas: uma vez que polinizam as flores, são responsáveis pelo crescimento dos frutos, delas também depende o crescimento dos legumes, de nozes, óleos e do algodão. Mas mesmo sabendo a importância das abelhas parece que os humanos - muitas das vezes - não as respeitam, facto que é apoiado pelo decréscimo das quatro espécies mais comuns e importantes para o funcionamento da biosfera em cerca de 96% e pelo facto de os seus limites geográficos terem sido contraídos de 23 a 87%. E porque é que isto se passa? Os cientistas têm lutando para obter respostas. Alguns estudos afirmam que o declínio pode ser devido a uma combinação de factores, incluindo doenças, perda de habitat e de produtos químicos tóxicos. Mas uma nova pesquisa descobriu fortes evidencias que culpavam pesticidas neonicotinóides. Em França, Itália, Eslovénia e mesmo a Alemanha, proibiu um dos assassinos de abelhas, um dos principais a ser fabricado: Bayer. Porém, a Bayer continua a exportar o seu veneno em todo o mundo.
O que se pode fazer é tentar com que esta palavra chegue inicialmente à Europa e aos USA, a partir daí será mais acessível para o resto do mundo. Contudo, não vai ser fácil, um documento vazado mostra que a EUA Agência de Protecção Ambiental sabia sobre os perigos do pesticida, mas ignorou-os. O documento diz que o "altamente tóxico" produto da Bayer é uma "preocupação grande risco para os insectos não-alvo [as abelhas]". Assim o que há a fazer por enquanto é construir um buzz gigante global que apela à UE e aos EUA para proibir estes produtos químicos do assassino e salvar as abelhas e os alimentos. Para isso, basta assinar esta petição e divulgar isto o mais depressa possível antes que a consequência do desenho animado, passe para a vida real.

Pelas Árvores das Nossas Cidades

Apresentovos o grupo anti-arboricida


Grupo Anti-Arboricida - O grupo Anti-Arboricida foi criado por voluntários do Núcleo Regional do Porto da Quercus, em sequência dos crescentes abates de árvores a que se tem assistido, em zonas urbanas. Tendo como principal objectivo agilizar a reacção do Núcleo do Porto aos eventuais abates de árvores, o Grupo Anti-Arboricida pretende também sensibilizar a população e as autoridades do Distrito do Porto para esta temática. Para que este objectivo seja alcançado foram criados vários sub-grupos de trabalho em diferentes vertentes:

Legislação e boas práticas - Este sub-grupo está orientado para a análise à legislação vigente e para a elaboração de propostas de boas práticas na gestão, preservação e abate de árvores em centros urbanos. Pretende também criar as condições necessárias para dar resposta às várias denúncias de abates de árvores na área a Metropolitana do Porto.

Sensibilização - Sub-grupo dedicado à promoção de uma maior consciencialização da importância da árvores nas cidades por parte da população e autoridades locais. Para isto, pretende desenvolver projectos/actividades de sensibilização e material didáctico direccionado para as escolas e população em geral.

Comunicação / Website - Recentemente criado, o site Anti-Arborícida permitirá: estabelecer uma maior interacção e sinergias entre os interessados no tema, divulgar notícias relacionadas com este tema e promover o trabalho desenvolvido pelo grupo.

ver o site aqui.